Câmara aprova projeto para instalação de barreira de vidro e compra de 25 carros
O projeto de remanejamento de verbas na Câmara de Mogi das Cruzes, proposto pela Mesa Diretiva da Casa e incluindo a previsão de instalação de uma barreira de vidro no entorno das galerias do Legislativo, isolando o plenário – onde os vereadores ficam -, das acomodações que costumam receber o público nas sessões de terças […]
25/08/2021 19h28, Atualizado há 60 meses
O projeto de remanejamento de verbas na Câmara de Mogi das Cruzes, proposto pela Mesa Diretiva da Casa e incluindo a previsão de instalação de uma barreira de vidro no entorno das galerias do Legislativo, isolando o plenário – onde os vereadores ficam -, das acomodações que costumam receber o público nas sessões de terças e quartas-feiras, foi aprovado por 22 parlamentares da Casa, com voto contrário da vereadora Inês Paz (PSOL).
Ela apresentou emenda, rejeitada pelos demais vereadores, para retirada da proposta de implantação do equipamento de vidro do projeto, e também pediu adiamento da votação por duas sessões para melhor análise, mas o requerimento também foi rejeitado no plenário.
Segundo o projeto, a medida considerada desnecessária por Inês e que acarretaria gasto de R$ 310 mil à Casa, tem objetivo de garantir mais segurança aos vereadores e evitar certas situações constrangedoras, como a que ocorreu no dia da votação do aumento do IPTU, em dezembro de 2014, assim como em outras oportunidades, em que espectadores atiraram moedas no interior do plenário.
A barreira de vidro integra um conjunto de medidas, que prevê ainda a compra de 25 novos veículos para renovar a frota do Legislativo, atualmente, segundo os vereadores que defendem a proposta, com custo elevado de manutenção.
Segundo o projeto, a Câmara de Mogi fica autorizada a suplementar em R$ 1.410.000,00 para obras e instalações, e em R$ 1,6 milhão para equipamentos e materiais permanentes, a dotação constante do Orçamento Fiscal, que deve ser coberta com recursos provenientes de anulações parciais das dotações constantes.
Segundo Inês, a emenda por ela proposta não traria prejuízo para dar andamento ao remanejamento do orçamento. “A Mesa Diretiva não abriu diálogo sobre esse projeto. Poderia ter sido feito de forma diferente”, lamenta.
Já o presidente da Casa, Otto Rezende (PSD), justifica é necesário trocar os veículos da Casa que já têm mais de 300 mil quilômetros e a Câmara precisa da vistoria do Corpo de Bombeiros. “Mas nada do que foi votado hoje implica em fazer, é apenas um redirecionamento. São indicações de obras e serviços feitas por comissões funcionais internas do Legislativo desde administrações anteriores”, explica.