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Câmara quer unir forças contra a instalação de pedágio na Mogi-Dutra

A Câmara de Mogi das Cruzes se organiza para somar forças na campanha contra a instalação de pedágio na rodovia Mogi Dutra. As lideranças da Casa pretendem mobilizar os deputados da região e encaminhar uma moção ao governo para demonstrar o repúdio da cidade ao projeto elaborado pela Agência de Transporte do Estado de São […]

Por O Diário
28/04/2021 17h08, Atualizado há 64 meses

A Câmara de Mogi das Cruzes se organiza para somar forças na campanha contra a instalação de pedágio na rodovia Mogi Dutra. As lideranças da Casa pretendem mobilizar os deputados da região e encaminhar uma moção ao governo para demonstrar o repúdio da cidade ao projeto elaborado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que ainda não desistiu deste plano, apesar dos inúmeros pedidos contrários feitos por políticos, entidades e por movimentos sociedade civil.

O presidente do Legislativo, Otto Rezende (PSD), explica que a moção de apelo ao governador João Doria (PSDB) e representantes do setor de transportes do governo, deve ser assinada em conjunto pelos 23 vereadores, para demonstrar a união da Casa contra a construção de uma praça de pedágio, no km 45 da estrada, na porta de entrada da cidade.

A Frente Parlamentar Intermunicipal (FPI), que reúne todos os presidentes das câmaras do Alto Tietê, está envolvida nessa luta, segundo Rezende. Ele disse que, além de encaminhar um ofício, as lideranças estão solicitando uma audiência para tratar do assunto com agentes do Estado. “Moção, ofícios e requerimentos são importantes, mas o peso é outro se conseguirmos discutirmos o assunto diretamente com os responsáveis pelo setor de transportes do Governo para reforçar a posição da cidade”, destaca Rezende.

O líder da bancada do PSD na Câmara, Edson Santos, explica que o partido já conta com o apoio do deputado federal, Marco Bertaiolli, à frente desse movimento desde que a cidade foi surpreendida com a proposta divulgada pela Artesp, em 2019.

 “Acredito que só a união uma mobilização regional que reúna vereadores, deputados estaduais e federais, conseguirá barrar essa verdadeira espoliação”. Alega ainda que “essa sandice da Artesp vai impactar toda a população da região que se utiliza da Mogi-Dutra tanto quanto os mogianos, que nesse vai e vem diário não podem arcar com mais essa imposição financeira por tudo que temos vivido nos últimos tempos”.

O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) é outro que defende a soma de forças políticas para impedir que o processo avance, até porque, em sua última visita à região, na semana passada, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, confirmou que o edital para escolha de empresa que vai realizar o serviço deve ser lançado em breve.

Ele critica proposta por entender que pedágio vai penalizar a população, contribuir para ilhar a cidade e reduzir as atividades econômicas no município. “Além disso, muita gente da região que costuma vir a Mogi não vai querer gastar dinheiro com pedágio e começará a frequentar outras cidades”, prevê o petista que vai pedir a colaboração da bancada do partido na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O líder do PL no Legislativo, vereador Francimário Vieira Farofa, também acredita que “essa luta pode ser vencida com a força da cidade”.  Ele disse já está em contato com os deputados estaduais da sigla no Alto Tietê – Marcos Damásio e André do Prado –, que também estão empenhados na causa e já solicitaram uma reunião com secretários de Estado.  

O vereador Marcos Furlan, representante do DEM no Legislativo, planeja tratar do assunto diretamente com o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia, que também é do mesmo partido. A intenção é agendar uma audiência para levar o documento com assinatura de seus pares e pedir a interferência dele junto à Artesp e ao próprio governador.

“A Mogi Dutra foi feita com recursos próprios do município e terá pouca contrapartida com esse projeto de pedágio, que não vale a pena porque só vai trazer prejuízos para a cidade”, comenta Furlan.

Para dar maior visibilidade para o tema, a vereadora Inês Paz (PSOL) pretender estimular novos debates e apoiar as ações para impedir a construção do equipamento na rodovia. “Estamos defendendo que não tenha o pedágio em Mogi na medida em que os próprios moradores já se manifestaram contrários porque isso vai prejudicar a população sem trazer melhorias significativas para a cidade”.

Assim como os demais parlamentares, ela entende que esse é o momento de envolver todo Alto Tietê no debate para pôr fim à imposição da Artesp. A vereadora explica que também entrará em contato com deputados do PSOL na Assembleia Legislativa parta que façam essa intervenção por Mogi.

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