César de Souza é uma ‘cidade’ dentro de Mogi das Cruzes
Quem visita César de Souza e acompanhou a bolsa de apostas sobre o adensamento urbano do lugar nos anos 2000 pode até pensar: o futuro chegou. A expansão imobiliária e comercial pode mesmo ser medida pela existência de mais de uma agência bancária, lojas de rede de eletrodomésticos e fast food, trânsito lento, e a […]
23/10/2020 15h47, Atualizado há 68 meses
Quem visita César de Souza e acompanhou a bolsa de apostas sobre o adensamento urbano do lugar nos anos 2000 pode até pensar: o futuro chegou. A expansão imobiliária e comercial pode mesmo ser medida pela existência de mais de uma agência bancária, lojas de rede de eletrodomésticos e fast food, trânsito lento, e a verticalização. Aliás, César está mais para cidade do que distrito. E, vai mudar crescer ainda mais, como indica um balanço dos projetos construtivos aprovados pela Prefeitura.
Entre os anos 2000 e 2009, 4.318 unidades habitacionais foram autorizadas pela Secretaria Municipal de Planejamento. Na década seguinte, que fecha agora em dezembro, foram mais 5.755 imóveis, ou seja, 1.437 a mais do que no primeiro período. Nos anos que virão, a depender dos rumos da economia, o miolo do distrito e proximidades, como o Rodeio e Botujuru, vão atrair ainda mais moradores para o distrito. Apenas uma construtora pretende construir outras 3,5 mil moradias.
Em área construída, a diferença entre as duas décadas revela algo que o Plano Diretor tenta redirecionar. A cidade planejada para o futuro aposta em um espaço compacto e centralidades, para promover uma melhor mobilidade e a qualidade dos serviços públicos.
A meta da Secretaria Municipal de Planejamento é qualificar os bairros, por meio do incentivo aos empreendimentos que mesclam moradias para todos os tipos de faixas de renda e multiúso, com a criação de espaços comerciais e serviços.
A ocupação de áreas – antes livres – no Rio Acima, Jardim Cintra e as vilas Nova Aparecida, Suíssa, Granja Anita e Residencial Veredas, e outros, atingiu uma marca de 607 mil metros quadrados entre 2000 e 2009, e 581,8 mil m², na década seguinte. A metragem avançou, mas houve um encolhimento no tamanho dos imóveis.
O secretário de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Farias Rodrigues, conta que tem orientado os empreendedores a rever planos. E cita como um caso específico, o projeto da MRV para a construção de 2,4 mil apartamentos, em uma área que terá um grande adensamento, entre as avenidas João XXIII e Francisco Rodrigues Filho, por causa das novas vias previstas no projeto + Eco Tietê.
Entre 10 e 15 anos, Rodrigues prevê a chegada de mais de 20 mil moradores a César, que ocuparão os novos loteamentos em áreas como a Avenida Castelo Branco Estrada do Beija-Flor (onde a MRV já iniciou a construção de 1,4 mil apartamentos) e o Rodeio.
Vetor de crescimento identificado nos anos 1990, segundo Rodrigues, César de Souza possui hoje cerca de 45 mil habitantes (índices do IBGE cravam pouco mais de 38 mil, dados, no entanto, que bebem na fonte do Censo 2010). Apenas eleitores, são 27 mil. Um público que exigirá respostas para problemas como o excesso de trânsito.