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Chuvas fortes das últimas semanas deixam marcas na Salesópolis-Pitas

Os quase 38 quilômetros da ligação rodoviária Salesópolis-Pitas, atualmente uma das opções para se chegar ao Litoral Norte a partir da zona Leste da Grande São Paulo, também sofreram duramente os efeitos das fortes chuvas que atingiram aquela região da Serra do Mar, durante as últimas semanas, provocando verdadeiras catástrofes em municípios litorâneos. O trecho […]

Por O Diário
01/03/2023 07h06, Atualizado há 41 meses

Os quase 38 quilômetros da ligação rodoviária Salesópolis-Pitas, atualmente uma das opções para se chegar ao Litoral Norte a partir da zona Leste da Grande São Paulo, também sofreram duramente os efeitos das fortes chuvas que atingiram aquela região da Serra do Mar, durante as últimas semanas, provocando verdadeiras catástrofes em municípios litorâneos.

O trecho que liga a área urbana de Salesópolis até o entroncamento com a rodovia dos Tamoios, cortando os municípios de Salesópolis e Paraibuna, não chegou a ficar totalmente interditado por muito tempo, graças a moradores das proximidades que utilizaram enxadas, pás e outros rudimentares equipamentos para retirar as barreiras maiores e garantir a passagem de veículos vindos da região mais atingida por chuvas e deslizamentos no litoral.

As chuvas intensas, no entanto, deixaram sinais que permanecem até agora em vários pontos da estrada. São restos de deslizamentos de encostas que continuam visíveis ao longo de parte da rodovia que corta a região serrana à espera de que o DER envie máquinas para retirar a terra que se acumula, muitas vezes, em plena pista, já que a estada, em muitos pontos, se ressente até mesmo da falta de acostamentos e de sistemas de drenagem mais eficientes.

Esses não são os únicos problemas para quem se aventura a passar pela Salesópolis-Pitas. Com exceção de algumas propriedades rurais existentes ao longo daquele caminho, a maior parte da estrada passa por áreas desertas e cheias de curvas. Não há postos de gasolina e muito menos apoio mecânico ou fiscalização policial.

Uma pane em qualquer desses pontos pode deixar o motorista à mercê da ajuda que só poderá vir de outros veículos, especialmente caminhões, que atravessam com frequência aquela parte da estrada em busca de eucaliptos nas reservas florestais ali existentes. Não há que se discutir, portanto, a total falta de segurança e os riscos que correm os motoristas que utilizam a estrada.

A esses riscos vieram se somar as muitas barreiras que poderão agravar as condições de trafegabilidade da estrada, se as chuvas continuarem e caso nenhuma providência mais rápida venha a ser tomada pelo DER, a quem cabe a responsabilidade pela manutenção e conservação daquela rodovia.

No comando

Na ausência do prefeito Caio Cunha, que viajou para a Colômbia, a vice Priscila Yamagami (PODE) é quem está à frente das decisões na sede do Executivo mogiano.

Foi Priscila quem conduziu, por exemplo, a reunião de secretários na última segunda-feira, demonstrando idêntica desenvoltura à apresentada por ela nas salas de aulas, em seus tempos de professora.

 

Efeito Lula – 1

O retorno do PT ao governo tirou do ostracismo alguns movimentos populares, como o Movimento dos Sem Terra (MST). O grupo está de volta à ativa e um grupo de 1,5 mil militantes ocupou três áreas da empresa Suzano Papel e Celulose, nas cidades de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no extremo sul da Bahia. Segundo MST, a ação realizada na madrugada desta segunda-feira (27) teve por objetivo denunciar o impacto do crescimento da monocultura de eucaliptos naquela região.

 

Efeito Lula – 2

A Suzano protestou contra a “violação ao direito de propriedade privada”, prometeu medidas judiciais e disse que, naquela região, gera cerca de 7 mil empregos diretos, mais de 20 mil postos de trabalho indiretos e beneficia  cerca de 37 mil pessoas pelo efeito renda. A empresa reforçou seu compromisso de manter um diálogo, de “maneira amigável e equilibrada”.

 

Cobranças

O que era previsível já começa a acontecer. Estão pipocando, nas redes sociais, cobranças para que políticos da cidade interfiram junto ao DER buscando apressar a liberação, mesmo que precária, da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Bertioga, interditada desde o domingo (19), na altura do Km 82, no trecho de serra, em razão de um afundamento na pista.

Reclamações dão conta da morosidade dos serviços da empreiteira responsável pela obra e da falta de ação dos políticos locais – prefeito, vereadores e deputados – para exigir mais rapidez do governo estadual. Alegam que outras estradas, menos importantes e em piores condições, foram liberadas muito antes que a Mogi-Bertioga.

 

Causas e consequências

O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Social de Mogi na gestão do prefeito Junji Abe,  geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos, será um dos participantes da mesa-redonda virtual que acontecerá no próximo dia 9 de março (5ª feira), às 18h30, para discutir o tema “Chuvas no litoral de São Paulo: ocorrências e consequências sob a ótica geotécnica”.

O evento promovido pelo grupo Geotecnia Brasil contará ainda com as intervenções do geólogo Flávio Silva, dos engenheiros Roberto Coutinho e Alberto Sayão, além do coronel Alexandre Lucas.

Até esta terça-feira, o evento já contava com 10,7 mil inscritos. O acesso poderá ser feito pelo Facebook (http://www.facebook.com/geotecniabr/), pelo Instragram (http://www.instagram.com/geotecniabrasil)  e outras redes sociais.

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