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Cineasta José Eduardo morre um mês após a mulher, também de Covid

Quatro semanas após a morte da comerciante Cristiane Castiglioni de Oliveira, o marido dela, o cineasta José Eduardo de Oliveira, faleceu por complicações da Covid-19. Conhecidos e amigos lamentaram a perda do casal que era proprietário do restaurante Nossas Delícias, instalado no interior de um supermercado do bairro Nova Mogilar, e participava de diversas ações […]

Por O Diário
20/04/2021 15h46, Atualizado há 64 meses

Quatro semanas após a morte da comerciante Cristiane Castiglioni de Oliveira, o marido dela, o cineasta José Eduardo de Oliveira, faleceu por complicações da Covid-19. Conhecidos e amigos lamentaram a perda do casal que era proprietário do restaurante Nossas Delícias, instalado no interior de um supermercado do bairro Nova Mogilar, e participava de diversas ações sociais e culturais da cidade.

Em agosto passado, o casal e o filho, Mateus de Cristiane, haviam testado positivo para a doença. Neste ano, Cristiane e José Eduardo foram novamente infectados e, após permanecerem internados, não resistiram às complicações da doença, que já matou mais de mil pessoas apenas em Mogi das Cruzes.

Nas redes sociais, é possível acompanhar o respeitoso atendimendo dos empresários aos planos de combate à pandemia. Eles fecharam e abriram o restaurante desde o ano passado, de acordo com os momentos de contágio. Os dois mantiveram a entrega por delivery e drive thru, nos momentos permitidos.

Cristiane era filha da atriz e marchand Liselote Castiglioni, que viveu em Mogi das Cruzes e colecionou amigos e atividades sociais e assistenciais.

Cristiane faleceu aos 55 anos e foi enterrada no Cemitério Municipal de Lençois Paulista, no interior do Estado de São Paulo.

Após a morte dela, José Eduardo permaneceu internado na cidade, lutando pela vida até o domingo, dia 18, quando faleceu. O Diário não conseguiu confirmar o local de sepultamento.

Em Mogi das Cruzes, ele atuou em filmes e outras atividades artísticas. Em sua rede social, Elias Mingoni contou que o conheceu em 2002, durante as filmagens da película Soldado por Acaso, do diretor mogiano Daniel Sampaio.

“Durante as gravações conheci e fiz amizades com pessoas fantásticas que ficarão marcadas para sempre em minha mente, como: Liselote Castiglioni, sua filha que sempre a acompanhava Cristiane Castiglioni, Davi Mello e seu pai Canarinho, e também você meu grande amigo que a partir deste encontro sonhamos e planejamos realizar vários outros trabalhos juntos, sempre que precisava de algo ligado ao audiovisual você me procurava sempre me tratando com um apelido carinhoso de ‘mestre’, confesso que sempre me deixava envergonhado de ser chamado de mestre por uma pessoa tão especial como você José Eduardo de Oliveira. Gostaria de ter conseguido realizar as várias produções que planejávamos, mas estou aprendendo que a vida passa muito rápido e nem sempre conseguimos realizar tudo que sonhamos”.

Outras pessoas destacaram a parceria de vida e familiares criada por Cristiane e José Eduardo. A morte do casal repete a dor vivida por outras famílias, que perderam pai e mãe, com a distância de algumas semanas, como o casal  Helena e Geraldo Ferrugem e os pastores, Marlene e Aparecido.

 

 

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