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Coleta seletiva e contrato com cooperativa são questionados por vereadores

A Câmara de Mogi das Cruzes cobra o cumprimento das especificações técnicas dos serviços de coleta seletiva à Peralta para melhorar o atendimento à população da cidade, que reclama de problemas com o trabalho de reciclagem feito pela empresa. A solicitação é direcionada ao prefeito Caio Cunha (PODE), por meio de indicação do vereador Iduigues […]

Por O Diário
07/06/2023 15h16, Atualizado há 38 meses

A Câmara de Mogi das Cruzes cobra o cumprimento das especificações técnicas dos serviços de coleta seletiva à Peralta para melhorar o atendimento à população da cidade, que reclama de problemas com o trabalho de reciclagem feito pela empresa.

A solicitação é direcionada ao prefeito Caio Cunha (PODE), por meio de indicação do vereador Iduigues Martins (PT), aprovada na sessão desta quarta-feira (6).

De acordo com o vereador, o número de reclamações de moradores da cidade sobre a coleta seletiva aumentou nos últimos tempos, com denúncias de atrasos para realização dos serviços e problemas com a cooperativa que atua na Usina de Triagem da Vila São Francisco.

Iduigues alega que existe irregularidade no processo de material de reciclagem e chama atenção para o não cumprimento de uma das regras do contrato, que determina a permanência de um funcionário da empresa nos ecopontos da cidade, para receber o material de reciclagem, equipamentos, que segundo ele estão sendo ocupados por terceiros.

O ponto principal de reclamação por parte do vereador refere-se ao processo de troca da cooperativa que operava a Usina de Triagem, na Vila São Francisco, por outra que se propôs a fazer o trabalho sem nenhum custo aos cofres públicos, o que Iduigues classifica como “erro administrativo” da Prefeitura.

“Tem deficiência na coleta seletiva que vai para a usina da Vila São Francisco, onde inclusive tem a cooperativa operando a usina que foi desclassificada do processo licitatório. Veja bem: uma cooperativa que foi desclassificada hoje opera a usina da Vila São Francisco e não cobra nada da Prefeitura”, enfatiza.

Na opinião dele, a Prefeitura precisa explicar melhor esse processo, que entre outros problemas, provoca insegurança aos catadores sobre seus ganhos, além da falta de garantia sobre uso de equipamentos de proteção em um local com risco de contaminação. O vereador do PT informa também que está entrando com representações no Ministério Público e no Ministério Público do Trabalho.

O tema provocou debate entre vereadores de oposição, que também fizeram críticas ao trabalho de limpeza realizado na cidade e ao comportamento adotado pela Peralta, que não autoriza o acesso dos vereadores à sede da empresa na cidade para fazer as vistorias e verificar a situação da frota e as condições de trabalho dos funcionários.

O vereador Francimário Vieira de Macedo – Farofa (PL) e a vereadora Inês Paz (PSOL) tentaram fazer a fiscalização no local, mas foram impedidos de entrar. Na semana passada, o vereador Marcelo Brás (PSDB) também teve problemas ao entrar na sede da Peralta, localizada no Rodeio. Nas duas situações, os parlamentares fizeram Boletim de Ocorrência.       

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