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Comerciantes protestam pelas ruas de Mogi e recebem apoio de Caio Cunha

Cerca de cem carros partiram da Avenida Cívica, em Mogi das Cruzes, na manhã desta quinta-feira (28) para protestar contra as normas do Plano SP, estipuladas pelo Governo do Estado. O protesto, organizado por donos de bares e restaurantes e com a participação do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Mogi e Região, foi até […]

Por O Diário
28/01/2021 13h40, Atualizado há 66 meses

Cerca de cem carros partiram da Avenida Cívica, em Mogi das Cruzes, na manhã desta quinta-feira (28) para protestar contra as normas do Plano SP, estipuladas pelo Governo do Estado. O protesto, organizado por donos de bares e restaurantes e com a participação do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Mogi e Região, foi até a Prefeitura, onde recebeu o apoio do prefeito Caio Cunha (PODE), que disse concordar com os empresários, mas alertou para a atual situação da saúde na cidade.

Os leitos de UTI destinados à Covid-19 no município estão com 73,8% de ocupação. “A única coisa que pode barrar as propostas da Prefeitura e é independente de uma autorização do Governo ou não, é a questão da saúde pública. Por mais que cerca de 30 a 40% desses leitos são ocupados por gente de fora, a gente acaba sendo penalizado por ter mais estrutura. Então, temos que ficar atentos a isso. Ainda assim, esse movimento dá mais força para o nosso pleito”, disse o chefe do executivo.

Enquanto se pronunciava para os manifestantes, Cunha afirmou que a Administração Municipal já tem finalizado um novo decreto para que as normas do Plano SP sejam flexibilizadas na cidade. Na fase vermelha todos os dias após as 20 horas e durante os finais de semana, apenas os serviços essenciais estão permitidos a funcionar nesse intervalo de tempo.

Para o prefeito não há diferença entre um restaurante abrir durante o almoço e abrir durante o jantar. A proposta municipal, entretanto, é para que seja diminuída a porcentagem de ocupação permitida nos estabelecimentos. Cunha disse que já tem conversado sobre isso com o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi.

“Fica claro em todos os dados e movimentações que a gente já averiguou que bar, restaurante e academia não geram aglomeração. O que gera, de fato, são as movimentações nas ruas e a gente precisa fiscalizar. Mas é muito importante para que as coisas voltem a funcionar e, inclusive, a nossa proposta só vai ser implementada a medida que tiver uma segurança sanitária no município”, reiterou.

Um dos organizadores do protesto, Clayton Rodrigues, que é proprietário do Opera Mix, disse que o evento teve como principal objetivo demonstrar apoio ao prefeito para que ele possa “brigar por nós contra o governo”. O empresário ressaltou ainda que entende que Cunha está de mãos atadas, mas que é importante que os comerciantes coloquem a cara nas ruas, para que o descontentamento chegue até o Estado. “Nós estamos desesperados e querendo trabalhar”, pontuou.

O presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, afirmou que com as restrições durante 15 dias, cerca de 2 mil pessoas poderão ser demitidas do comércio. Ele ressaltou ainda que o alto índice de contaminação é proveniente de eventos clandestinos e que desde o início da pandemia os empresários da cidade têm seguido os protocolos sanitários.

“Nós buscam a retomada da economia com responsabilidade. O que nós batemos muito na forte é na responsabilidade que esses bares e restaurantes mostraram para todo mundo. Eles estão sendo prejudicados por aqueles que atuam irregularmente e a nossa intenção é provar que quando trabalhamos organizados e com toda a responsabilidade dá para abrir sim e não contaminar. Não adiantar fechar, porque o público vai para as festas clandestinas e vai ser ainda pior”, finalizou.

Fase Vermelha

Na segunda-feira (25), o Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômica se reuniu para discutir o decreto municipal que diz respeito às restrições por conta da pandemia do novo coronavírus.

Em seu artigo 1º, o documento define que “ficam autorizados, nos termos do Decreto Estadual nº 64.994, de 28 de maio de 2020, com suas posteriores atualizações, a partir do dia 25 de janeiro corrente, nos dias úteis de segunda à sexta-feira, no horário das 20h às 6 horas, exclusivamente, o funcionamento das atividades e serviços considerados essenciais no Município de Mogi das Cruzes, conforme medidas restritivas da Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo”.

O decreto também determina que bares, lanchonetes, padarias e restaurantes localizados no interior de postos de combustíveis e derivados poderão atender ao público mediante serviços de entrega (“delivery”), “drive thru” e venda presencial, observadas as recomendações das autoridades sanitárias, e vedado, unicamente, o consumo no local, conforme disposto na Deliberação nº 6, de 30 de março de 2020, do Comitê Administrativo Extraordinário Covid-19.

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