Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Ex-presidente da Anvisa fala a O Diário o que se sabe sobre a Coronavac

A ciência triunfou ao apresentar uma vacina comprovadamente eficiente no combate ao novo coronavírus pouco depois de um ano do primeiro caso registrado da Covid-19. Laboratórios do mundo inteiro empregaram técnicas das mais diferentes possíveis para conseguir um imunizante em meio à maior crise da saúde mundial do último século. Em São Paulo, o Instituto […]

Por O Diário
15/01/2021 11h35, Atualizado há 67 meses

A ciência triunfou ao apresentar uma vacina comprovadamente eficiente no combate ao novo coronavírus pouco depois de um ano do primeiro caso registrado da Covid-19. Laboratórios do mundo inteiro empregaram técnicas das mais diferentes possíveis para conseguir um imunizante em meio à maior crise da saúde mundial do último século. Em São Paulo, o Instituto Butatan realizou uma parceria com a empresa chinesa Sinovac para produzir a vacina Coronavac. O médico sanitarista, ex-presidente da Anvisa, Professor Assistente da FMUSP e do Mestrado Profissional da FGV, Gonzalo Vecina Neto, em entrevista a O Diário explicou que se sabe até agora sobre a Coronavac.

Qual foi técnica empregada na Coronavac?

A Coronac foi feita com base na técnica do vírus inativado. É uma técnica das mais simples e que a medicina já tem bastante domínio, porque foi utilizada no desenvolvimento de vacinas como contra o sarampo, a febre amarela, então não exige muito malabarismo tecnológico e a conservação é muito fácil. A temperatura é de um refrigerador, de 2 a 8 graus. Elas tendem a ser muito seguras, algumas como a do sarampo tem uma imunidade permanente, porém existem muitas vacinas, como a da gripe, que ela tem uma duração menor, porque o corpo para de produzir os anticorpos no período de um ano.

E como é feita uma vacina com vírus inativado?

Primeiro tem que fazer uma cultura de celular e nessa cultura você coloca o vírus. Ele não tem a capacidade de se reproduzir sozinho, por isso precisa da célula para que ela faça a reprodução dele. Quando ele inicia esse processo, é colocado um produto que desativa o vírus, como se fosse um solvente, e o vírus se transforma em uma forma não capaz de se reproduzir. A gente não considera usar a palavra morta, por isso não se fala em matar o vírus. Mas uma vez inativado, ele passa por um processo para tirar o agente inativador e coloca em um meio inadequado para que ele possa se conservar. É isso que é aplicado no corpo humano.

E como é o efeito dele no corpo?

Essa substância dentro do nosso corpo estimula o nosso sistema imunológico a produzir uma defesa contra aquele pedaço de vírus. Por estar inativado, ele não consegue se reproduzir no corpo, só desperta o sistema imunológico a produzir os anticorpos, que passam a fazer a parte da nossa memória imunológica. Aí quando aquele vírus entrar em contato de novo, o nosso sistema já está pronto para atacar ele.

Como comprovada a eficácia?

A ideia da vacina é que você estimule o sistema imunológico e bicho nenhum mais daquele te ataca. Então a gente vai a campo e faz um teste em 100 pessoas. Quando a gente vai ver o que aconteceu com quem tomou, a gente verifica que de 100, 50 tiveram a doença, mas nenhuma grave. Os outros 50 que não desenvolveram a doença também não desenvolveram a defesa contra a doença, mas pode ser que eles tenham a imunidade natural. O resultado fica o seguinte, ninguém que tomou a vacina evoluiu para o quadro mais grave, e dos 50% que tiveram, foram apenas sintomas mais leves.

Sobre o período de imunidade, há algum jeito de descobrir em laboratório, ou só acompanhando as pessoas imunizadas?

Não existe outra forma de descobrir se não acompanhando as pessoas que tomaram a vacina. Geralmente ou ele é perene ou não dura mais do que um ano. Então se passar de um ano, a gente pode imaginar que ele vai durar para sempre. A nossa grande desconfiança no momento é por que as pessoas que já tiveram a doença e criaram anticorpos começam a ter uma queda nesse volume de anticorpos quatro, cinco meses após a doença. A gente não sabe ainda como interpretar essa reincidência de novos casos. Nós estamos estudando. Como se dizem, estamos com as barbas de molho.

Mais noticias

Horóscopo semanal: previsões para os signos de 27 de julho a 02 de agosto de 2026

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 24/07/2026

Sexta-feira, 24 de Julho

Veja Também