Fama de “trem pagador” criava problemas políticos para Padre Melo
Manoel Bezerra de Melo, o Padre Melo, quando militava na política tinha fama de “trem pagador”, aquele candidato que ajudava a todos em troca dos votinhos. Certa vez, Melo participava de uma reunião em Jundiapeba, quando um cabo eleitoral da cidade, conhecido pela sua esperteza e capacidade de mentir, se aproximou e lhe disse que […]
25/03/2022 16h22, Atualizado há 53 meses
Manoel Bezerra de Melo, o Padre Melo, quando militava na política tinha fama de “trem pagador”, aquele candidato que ajudava a todos em troca dos votinhos.
Certa vez, Melo participava de uma reunião em Jundiapeba, quando um cabo eleitoral da cidade, conhecido pela sua esperteza e capacidade de mentir, se aproximou e lhe disse que a esposa estava operada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e ele não tinha sequer o dinheiro da passagem para visitá-la.
Mesmo conhecendo casos semelhantes, mas procurando demonstrar sensibilidade com a história, o político enfiou a mão no bolso, tirou uma nota de Cr$ 1 e deu ao rapaz, que ao ver o dinheiro, replicou:
“Padre, eu quero ir pelo menos de trem. Pelo correio, não!”
Convite para o fim da guerra
Sebastião de Souza Lemos era jornalista e diretor do Diário Quatro Cidades, com sede em Ferraz de Vasconcelos.
Todo ano, ele entregava o “Troféu Quatro Cidades” às personalidades que mais de destacavam em seus respectivos campos de atuação.
Era época de perestroika , período de abertura política da antiga União Soviética, e Lemos não titubeou em convidar os presidentes Mikhail Gorbatchev e Ronald Reagan (EUA) para receber o prêmio pela contribuição dada à paz mundial. Nenhum deles apareceu, é claro.
Mas mandaram seus representantes diplomáticos. Aquela foi a maior noite para Souza Lemos e seus homenageados.
E se vivo estivesse, não seria de estranhar se o russo Vladimir Putin e o ucraniano Volodymyr Zelensky fossem convidados para, quem sabe, fazerem as pazes, em plena Ferraz de Vasconcelos. Assim era Souza Lemos…
Lembrando Winston Churchill
Duas historinhas de Gaudêncio Torquato para lembrar o estadista britânico Winston Churchill, famoso por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido, durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele discursava no parlamento inglês, quando foi aparteado pela irritadiça deputada Lady Astor, conhecida por sua chatice:
“Sr. ministro, se Vossa Excelência fosse o meu marido, eu colocava veneno em seu chá!”
E Churchill, após olhar para todo o plenário, respondeu: “Nancy, se eu fosse o seu marido, eu tomaria esse chá com prazer!”.
Um desafeto do político era o dramaturgo Bernard Shaw, que lhe enviou um telegrama:
“Tenho o prazer e a honra de convidar o digno primeiro-ministro para primeira apresentação de minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver.”
Recebeu a respondeu:
“Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver.”