Família de Mogi realiza vaquinha para custear cirurgia de bebê com fibrose nasal
O diagnóstico de fibrose nasal é um empecilho para que a pequena Livia tenha uma vida normal. A deficiência no sistema respiratório faz com que a bebê respire pela boca e, assim, utilize uma sonda para se alimentar. Livia espera uma cirurgia pelo estado, mas vendo a filha crescer sem uma data para que o […]
27/11/2020 10h18, Atualizado há 68 meses
O diagnóstico de fibrose nasal é um empecilho para que a pequena Livia tenha uma vida normal. A deficiência no sistema respiratório faz com que a bebê respire pela boca e, assim, utilize uma sonda para se alimentar.
Livia espera uma cirurgia pelo estado, mas vendo a filha crescer sem uma data para que o procedimento seja realizado, a mãe Aline Cristina de Oliveira Godoy Mattos resolveu criar uma vaquinha na internet a fim de arrecadar R$ 30 mil para fazer o reparo particular.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo informou que a paciente L.M.G.M. possui consulta agendada com otorrino para início de dezembro no Centrinho de Bauru, para avaliação e definição de conduta apropriada para seu caso.
O diagnóstico
O nascimento de Livia foi prematuro, na Santa Casa de Mogi. A gestação tinha apenas 32 semanas quando ela veio ao mundo, há seis meses. A mãe conta que a desconfiança de que havia alguma irregularidade no sistema respiratório da filha era porque ela não conseguia mamar. “
Entretanto, o diagnóstico de fibrose nasal demorou algum tempo para ser fechado, porque inicialmente os médicos desconfiaram de encefalocele – uma falha no crânio. Mas, depois de um exame no Hospital São Paulo, na capital, o diagnóstico foi fechado em fibrose nasal.
“Ela precisa de sonda para se alimentar, mas como ela está crescendo, ela fica tirando a sonda com a mãozinha, então eu preciso amarrar os bracinhos dela. É uma situação muito difícil para a gente que é mãe”, diz.
O procedimento cirúrgico ao qual a pequena Lívia precisa passar é realizado em um hospital de Bauru, que é referência na rede estadual. Mas ocorre que há dois meses a mãe espera por uma data e teme que ela demore ainda mais para sair, por conta da pandemia do novo coronavírus.
“Em Mogi não tem médico que realiza esse tipo de procedimento, mas em São Paulo tem, então é mais perto do que em Bauru e acredito que a gente consiga fazer mais rápido.
A ideia agora é fazer a cirurgia em um hospital particular, mas para isso é preciso juntar R$ 30 mil. Foi então que a família decidiu criar uma vaquinha on-line.