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Firmino prometeu submarino para enfrentar as enchentes de Suzano

Enchentes, pelo visto, sempre foram problema em Suzano, como a de 1963, que cobriu a estrada do Rio Abaixo, deixando ilhados os moradores da região.  O vereador Virgílio formou uma comissão e foi falar com o prefeito Firmino José da Costa, outro personagem obrigatório nas histórias políticas da cidade.  “A coisa tá feia, não passa […]

Por O Diário
05/12/2021 11h42, Atualizado há 57 meses

Enchentes, pelo visto, sempre foram problema em Suzano, como a de 1963, que cobriu a estrada do Rio Abaixo, deixando ilhados os moradores da região. 
O vereador Virgílio formou uma comissão e foi falar com o prefeito Firmino José da Costa, outro personagem obrigatório nas histórias políticas da cidade. 
“A coisa tá feia, não passa carro, ônibus, carroça, nada. Você precisa fazer alguma coisa, prefeito!”, cobrou o vereador. 
“Todos os barcos que nos arranjamos estão transportando o pessoal”, respondeu Firmino.
 “Mas não são suficientes”, retrucou Virgílio.
 “Precisamos ter paciência, a água vai baixar”, disse o prefeito. 
“E se não baixar, Firmino?”, interrompeu Virgílio, nervoso. 
“ Se não baixar, vamos ligar para a Marinha e pedir um submarino emprestado…”, sacramentou o prefeito. (História contada à coluna por Francisco Quadra Andrez, o “Ticão”)

Firmino e a greve na Prefeitura
Firmino José da Costa, foi um daqueles políticos populistas que não perdia um velório e colecionava afilhados por todos os cantos da cidade. 
Aparentemente ingênuo, era esperto como poucos. 
Certa vez houve uma greve de funcionários na Prefeitura. 
Conta-se que, naquele dia, o vereador João Módolo levou o prefeito até à Câmara, onde os grevistas esperavam negociação. 
Quando subia a escadaria do prédio, Firmino notou o pessoal gritando. 
Módolo, a seu lado, prometeu:

“Aconteça o que acontecer, estou com você até o fim, Firmino!”.
 “Até o fim da escada, né João!?!?!”- respondeu o prefeito.

A morte da banda inteira
Francisco “Ticão” Andrez ficou famoso em Suzano  por suas histórias folclóricas, como essa, em que um cidadão de nome “Tião da Banda” havia se tornado um estorvo na vida de Paulo Tokuzumi, prefeito de Suzano à época. 
Todo o mês, ele  ia até o gabinete do prefeito e pedia uma ajuda de dez cruzados (dinheiro da época) para o prefeito, dizendo que era para ajudar a enterrar um componente da sua banda.
Nas primeiras vezes, o prefeito acreditou, o que fez com que o visitante estreitasse cada vez mais o espaço de suas idas à Prefeitura. 
Certo dia, Tokuzumi perdeu a paciência e, diante de um cabisbaixo e tristonho Tião, o prefeito pegou 100 cruzados, olhou sério para ele e disse, nervoso:
“Volta lá, Tião! Com esse dinheiro enterra o resto da banda e nunca mais volte aqui, viu?!”
 

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