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1 em cada 5 pessoas de Mogi está em situação de pobreza ou extrema pobreza

Mogi das Cruzes registra aumento de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Este número passou de 36 mil famílias com renda per capta de até R$ 210,00 em janeiro de 2022 para 45 mil em dezembro do mesmo ano. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (21), na prestação de contas da Secretaria Municipal […]

Por O Diário
21/03/2023 18h29, Atualizado há 40 meses

Mogi das Cruzes registra aumento de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Este número passou de 36 mil famílias com renda per capta de até R$ 210,00 em janeiro de 2022 para 45 mil em dezembro do mesmo ano. O levantamento foi apresentado nesta quarta-feira (21), na prestação de contas da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizada na Câmara.

Também houve crescimento no volume de cadastrados nos programas federais de transferência de renda, que em janeiro tinha 30 mil e no último mês do ano passado somou 37 mil, no Bolsa Família, além de 8.740 para 9.668 no Benefício de Prestação Continuada voltada aos idosos e pessoas com deficiência que não dispõem de outras fontes de renda, no mesmo período analisado. “Isso significa que 1 em cada 5 pessoas de Mogi está em situação de pobreza ou extrema pobreza. Um dado bastante relevante que precisa ser levado em consideração para construção de políticas públicas”, destacou o secretário-adjunto da pasta, Tomás Andrieta.

A atividade que contou com a participação da Comissão Permanente de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos, presidida pelo vereador Osvaldo Silva (Rep), e de técnicos e representantes da secretaria apresentou números referentes ao último quadrimestre de 2022. A secretária de Assistência Social, Celeste Xavier Gomes, e os vereadores Inês Paz (PSOL) e Edson Santos (PSD) também participaram da reuião.

De acordo com o secretário adjunto, no período analisado Mogi das Cruzes possuía quase 150 mil pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal que indica a prioridade no atendimento socioassistencial, o que representa 31% da população da cidade. No mesmo período passaram pela rede assistencial do município mais de 60 mil pessoas, o correspondente a 12% da população total.

A secretária Celeste lembra que, no período, foram entregues os serviços: República para jovens egressos de acolhimento de crianças e adolescentes; cursos em parceria com o Senac e o Conduz; ampliação das visitas domiciliares para as famílias unipessoais inscritas no Cadastro Único; aumento de 20% do número de famílias cadastradas no Programa Quitanda Social, que passou para 1.420 famílias atendidas em 8 meses e agora também oferece frutas; o Plano Verão com atendimento às populações atingidas pelas inundações, entre outros.

Celeste falou, ainda, sobre a ampliação dos serviços com a criação de quatro novos equipamentos de atendimento à população, e ressaltou que houve aumento de 12 milhões no orçamento da secretaria, mas que a meta é atingir 5% do orçamento municipal e, para isso, conta com o apoio dos vereadores no debate e aprovação das leis.

A vereadora Inês Paz (Psol) questionou a falta de investimentos na contratação de pessoal, tendo em vista o aumento expressivo da demanda pelos serviços socioassistenciais nos equipamentos já existentes e diante da perspectiva de implementação de novos serviços.

“O processo de criação de novos cargos para atender aos serviços que ainda serão implantados está em fase de instrução. Quanto à revisão das equipes nos equipamentos já existentes, atualmente seguimos as normativas federais que determinam a quantidade de servidores no Cras, Creas e Centro Pop”, respondeu o secretário-adjunto.

 

 

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