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35 milhões de brasileiros sem água; museu do Alto Tietê conscientiza sobre rios

No dia 22 de março, data que busca a conscientização mundial da água, o Museu da Energia de Salesópolis divulga o projeto As águas que você não vê – Educação Ambiental e destaca a necessidade de manutenção constante de preservação dos recursos hídricos. Visitas guiadas e que devem ser agendadas serão realizadas entre amanhã (22) […]

Por O Diário
21/03/2022 14h42, Atualizado há 53 meses

No dia 22 de março, data que busca a conscientização mundial da água, o Museu da Energia de Salesópolis divulga o projeto As águas que você não vê – Educação Ambiental e destaca a necessidade de manutenção constante de preservação dos recursos hídricos. Visitas guiadas e que devem ser agendadas serão realizadas entre amanhã (22) a sexta-feira (26)

Da água disponível no planeta,  2,7% corresponde à água doce, sendo apenas 0,1% corresponde à água disponível para utilização em todo o mundo.

Entre as ações para garantir a preservação do ciclo vital da água estão proteger os mananciais, reflorestar as margens dos rios, evitar desperdício, utilizar de forma consciente, tratar devidamente os esgotos e diminuir a produção e descarte de lixo.

A falta de água, os racionamentos, a torneira seca, é realidade para milhões de pessoas, inclusive no Brasil, país com maior oferta de água potável do mundo.  Segundo dados do Ranking do Saneamento, divulgado em 2021, cerca de 35 milhões de brasileiros – 5,5 milhões nas 100 maiores cidades do País –, não têm acesso à água potável e 100 milhões de pessoas à coleta e tratamento de esgotos, sendo 21,7 milhões nos maiores municípios.

O Movimento Circular é das iniciativas, que busca unir diferentes setores, desde empresas, poder público e a própria sociedade em torno da transição da economia linear para a circular. É um ecossistema colaborativo que atua para difundir a ideia da economia circular, onde todo recurso pode ser reaproveitado, gerando menos desperdício, menos poluição e com isso, ajudando na preservação das águas. 

“O movimento circular tem o objetivo de conscientizar todos os setores produtivos e sociedade de que um futuro sem lixo é possível a partir da educação, da adoção de novos comportamentos e do desenvolvimento de novos processos, produtos e atitudes. Desta forma, gerando menos resíduos, reduzimos a quantidade de poluentes que podem contaminar as águas superficiais e subterrâneas. Na mesma direção, a Economia Circular também estimula processos de preservação e reaproveitamento da água, diminuindo a pressão sobre esse recurso vital para todos”, alerta o professor Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular, Mestre em Ecologia, Doutor em Educação e Sustentabilidade pela Universidade de São Paulo (USP) e Pós-Doutor pelo Programa Cidades Globais (IEA-USP).

Entre as ações promovidas pelo Movimento Circular está a plataforma educacional Circular Academy, primeira escola aberta de economia circular, com cursos gratuitos sobre a temática, que já conta com mais de 900 inscritos. O curso “Introdução à Economia Circular” tem aproximadamente seis horas de duração, com oito módulos, sendo oferecido gratuitamente em três línguas.

“Estou absolutamente convencido de que todos nós temos um papel na construção de um mundo mais inclusivo, cheio de abundância e de oportunidades. Dessa forma, criamos uma série de materiais para estudantes, professores, empresas e instituições, com ideias e práticas para entender a economia circular”, explica o professor. 

Conscientização

Um projeto de educação ambiental desenvolvido na nascente do rio Tietê, em Salesópolis, é realizado pelo Museu da Energia de Salesópolis por meio do  roteiro “As águas que você não vê – Educação Ambiental pelas águas do Tietê”.

Em atividades guiadas, os visitantes podem aprender conceitos sobre a preservação desse recurso tão importante e que está constantemente ameaçado pela poluição e pelo uso indevido. O próprio Tiete, que nasce limpo na cidade do museu e se deteriora ao longo do estado de São Paulo, é um grande exemplo de como a poluição faz a diferença no meio ambiente.

O museu está situado em um parque com trechos remanescentes de Mata Atlântica, entre os passeios estão a Trilha dos Pinus, o Espaço das Águas, a Trilha das Pancs e o Reservatório. Durante as atividades, haverá explicações sobre economia de água, o percurso do rio Tietê e sua importância para a Central Geradora Hidrelétrica de Salesópolis. Com o uso de um “ecokit”, os educadores mostrarão na prática como fazer uma análise de qualidade da água.

“A atividade tem como objetivo promover uma reflexão sobre a importância de se preservar um dos bens mais preciosos da Terra: a água, através de explanações, experimentos e trocas de saberes”, explica o educador Fernando Maia, um dos realizadores do projeto ligado ao Museu da Energia de Salesópolis e à Fundação Energia e Saneamento, responsável pela instituição.

O evento “As águas que você não vê – Educação Ambiental pelas águas do Tietê”, acontece entre os dias 22 e 26 de março.  As inscrições para o evento podem ser realizadas através do WhatsApp (11) 99115-0020 ou do telefone (11)4696-1332. São aceitos 10 participantes por dia de passeio, que se inicia às 14h e dura em média 1h30.

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