Após 9 meses, ocupação irregular persiste em área da Vila São Francisco
Ao completar nove meses neste domingo (6), o problema da ocupação de área na Vila São Francisco segue sem definição e ainda não há prazo para a saída das famílias do local, apesar de a Justiça ter autorizado a retirada coercitiva das pessoas que lá estão desde o último dia 6 de março. A operação […]
06/12/2021 18h12, Atualizado há 57 meses
Ao completar nove meses neste domingo (6), o problema da ocupação de área na Vila São Francisco segue sem definição e ainda não há prazo para a saída das famílias do local, apesar de a Justiça ter autorizado a retirada coercitiva das pessoas que lá estão desde o último dia 6 de março. A operação deve contar com suporte da Polícia Militar, mas ainda não está programada.
No último dia 5 de novembro, em matéria publicada neste jornal, a Justiça explicou que para remoção das pessoas da área, a administração precisará oferecer moradia para todos, conforme determina a legislação.
No entanto, após nove meses do início da ocupação do local, primeiramente por dezenas de pessoas, e agora por cerca de 500 – segundo os organizadores do Movimento Ocupa Mogi -, os moradores insistem em permanecer na área de cerca de 94 mil metros quadrados, de propriedade da Prefeitura Municipal, mas que havia sido doada há anos para a empresa Trefiltubo se instalar no local, o que nunca não se concretizou.
Diante do impasse, os vizinhos da área voltam a reclamar da situação e relatam uma série de transtornos, além do aumento do número de famílias morando no local. “Está cada vez mais complicado e, sinceramente, estamos sentindo que não haverá uma solução tão fácil, porque tudo é muito demorado. Estou colocando minha casa em um condomínio próximo ao local à venda, porque não nos sentimos mais seguros por aqui”, lamenta um morador das proximidades, que terá sua identidade preservada.
Em recente entrevista, o líder do Movimento Ocupa Mogi, Luiz Ricardo Alves, reforçou que as famílias não pretendem deixar o local de forma voluntária porque não têm para onde ir e não veem possibilidade de ajuda do município para inserção em programas de moradias populares. “Viemos para cá porque estamos sem condições de pagar aluguel e moradia. Com a pandemia, a maioria ficou desempregada. Não faz sentido ocupar a área e depois sair sem a conquista de nenhum benefício”, diz Alves.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Mogi das Cruzes reafirmou, na tarde desta segunda-feira (7), que segue apoiando o processo de desocupação voluntária da área invadida na Vila São Francisco e ofertará auxílio no retorno das pessoas a seus locais de origem, com custeio de passagem, ajuda com a mudança e também oferta de vagas em acolhimento institucional.
Questionada sobre o número de pessoas que ocupam a área, a administração municipal informou que o último estudo social realizado no local apontou a presença de 117 famílias.