Câmara de Mogi cria a Semana da Maternidade Atípica na cidade
A Câmara de Mogi aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que institui na cidade a Semana de Conscientização Sobre Maternidade Atípica, a ser comemorada em setembro com ações de conscientização e fomento de políticas sociais e inclusivas direcionadas às mães de pessoas com espectro autista e com deficiência. A proposta foi aprovada por unanimidade, […]
31/05/2023 19h11, Atualizado há 38 meses
A Câmara de Mogi aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que institui na cidade a Semana de Conscientização Sobre Maternidade Atípica, a ser comemorada em setembro com ações de conscientização e fomento de políticas sociais e inclusivas direcionadas às mães de pessoas com espectro autista e com deficiência.
A proposta foi aprovada por unanimidade, com muitas manifestações de apoio por parte dos vereadores durante a discussão da matéria. A votação do projeto foi acompanhada por mães do Instituto Resiliência Azul, formado por pessoas com deficiência, mães, pais, cuidadores e demais integrantes de famílias atípicas e simpatizantes.
O projeto que cria a Semana da “Mãe+ Atípica” se, que ainda depende de aprovação do prefeito Caio Cunha para se tornar lei municipal, foi apresentado pela vereadora Fernanda Moreno, atendendo pedido das mães atípicas, que ajudaram em sua elaboração, segundo a própria parlamentar.
Fernanda explica que mais do que apenas uma data, a proposta da semana é a de dar publicidade para o tema, discutir políticas públicas, promover ações, apoiar e buscar alternativas que possam melhorar a vida e o cotidiano dessas pessoas, lembrando que maioria deles é mãe, que se dedica inteiramente à família e que precisa de suporte que ainda não é garantido pela legislação brasileira
Na justificativa a matéria, Moreno lembra que essas mães rem uma “uma vida permeada por sentimentos conflitantes de amor, impotência, esperança, associada à sobrecarga de tarefas diárias e à necessidade de compatibilizar os papeis sociais de mulher, mãe, estudante, trabalhadora, dentre outros papéis”.
De acordo com a vereadora, apesar de terem “uma vida associada à sobrecarga de tarefas diárias e à necessidade de compatibilizar os papeis sociais de mulher, mãe, estudante, trabalhadora, dentre outros papéis”, não há na rede básica de atenção social ou na rede básica de saúde qualquer política de atendimento ou acolhimento a elas.
Por esse motivo, ela destaca que é urgente a inclusão dessa data no calendário da cidade para que formalmente o município em seu calendário disponha de uma semana de conscientização sobre esta relevante temática social.
A data da comemoração, terceira semana do mês de setembro, foi escolhida por ser a chegada da primavera, “que carrega a simbologia do renascimento, fortalecimento e reconstrução, valores tão presentes na vida de mães atípicas, familiares e pessoas que são envolvidas na causa da pessoa com deficiência, ou acometidas por doenças raras.