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Contra Bolsonaro, Grito dos Excluídos reúne cerca de 200 pessoas no Centro de Mogi

“Fora Bolsonaro Genocida”. Esta frase marcou o Grito dos Excluídos, ato político que foi realizado neste 7 de setembro em Mogi das Cruzes, como acontece desde 1995. Antes de ir às ruas do Centro, os manifestantes participaram de uma missa celebrada por dom Pedro Luiz Stringhini, na Catedral de Santana. O religioso, embora contido, também […]

Por O Diário
07/09/2021 13h04, Atualizado há 59 meses

“Fora Bolsonaro Genocida”. Esta frase marcou o Grito dos Excluídos, ato político que foi realizado neste 7 de setembro em Mogi das Cruzes, como acontece desde 1995. Antes de ir às ruas do Centro, os manifestantes participaram de uma missa celebrada por dom Pedro Luiz Stringhini, na Catedral de Santana. O religioso, embora contido, também se posicionou.

Durante o ato inter-religioso, o bispo diocesano fez uma referência a posicionamentos de Jair Bolsonaro. “O Brasil está contaminado com sentimento de raiva e intolerância, chegando ao absurdo de um cristão defender o armamento. Quem se diz cristão deve ser agente da paz”.

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Poucas pessoas o ouviram presencialmente, já que a igreja estava com poucos assentos ocupados. Mas tudo foi transmitido online, e ao final da celebração chegaram mais participantes. Todos desceram a rua Paulo Frontin, rumo ao Largo do Rosário, onde mais pessoas os aguardavam. Entre eles, membros do PSOL, da Unegro Mogi e representantes do movimento LGBTQIA+.

A passeata foi capitaneada pela vereadora Inês Paz, que chegou a ser mencionada por dom Pedro, durante a missa, na Catedral de Santana. Ela tentou emplacar o grito “Saúde, comida, moradia e renda já”, mas a força do “Fora Bolsonaro, governo genocida” venceu.

A O Diário, Inês comemorou o fato de poder, neste 2021, ir às ruas, já que o Grito dos Excluídos do ano passado foi online. E ela celebra não apenas as ruas de Mogi, mas também as da capital. “Estamos com dois ônibus, 100 pessoas, e vamos para São Paulo”, disse ela. Por aqui, cerca de outras 100 engrossaram o movimento, que tomou conta do Largo do Rosário, com baixas, bandeiras e cruzes.

Em um palco improvisado, diferentes pessoas puderam falar ao microfone. Além da já citada vereadora, o também parlamentar Iduigues Martins (PT) marcou presença, falando sobre os “15 milhões de desempregados no Brasil”.

Outras pessoas foram mais enérgicas. Uma artista plástica, por exemplo, lembrou a ineficácia do atual governo no combate à Covid-19, citando os “muitos mortos”; ela também afirmou que o “fascismo é derrotado com o povo na rua”.

Os cartazes, bandeiras e placas pediam “democracia, liberdade e resistência”, além de outros fatores, todos ligados aos direitos humanos. “Justiça por Marielle”, por exemplo, estava lá, assim como “atacar os indígenas e os corretos nos afeta”. Havia ainda uma mensagem econômica, simples e direta: “Tá tudo caro”, e outra provocativa: “$7 de Setembro”.

Todas as mensagens integram o tema “Vida em Primeiro Lugar”, que propõe discussões abordadas há 26 anos, quando o Grito dos Excluídos surgiu, na Segunda Semana Nacional Social, promovida pela Pastoral Social da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros).

Um dos integrantes do protesto, Waldemar de Sá Azevedo, considera esta ação como um ato de “resistência”, para “garantir o espaço democrático e evitar retrocessos desastrosos”. Inês Paz concorda. “O país está sendo roubado de sua esperança”, afirma ela, que aposta no desgaste da imagem de Jair Bolsonaro (sem partido) em Mogi das Cruzes para promover a mudança, se não agora, nas eleições de 2022.

Manifesto

Na última quinta-feira (2), entidades e grupos do Alto Tietê divulgaram um manifesto em que escrevem o que seria um golpe orquestrado desde 2016. No texto, tratam essa ruptura como sendo “capitalista neoliberal genocida, colonialista, supremacista branco, racista antinegro e anti-indigena, classista, misógino, lgbtfóbico, legislativo, pseudo-jurídico, midiático, pato-nacionalista-entreguista e norte-americano” (Confira a íntegra do manifesto do Alto Tietê)

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