Dossiê mostra falta de diretor, internet e merendeira em escolas estaduais de Mogi
Mais problemas na volta às aulas presenciais de escolas estaduais de Mogi foram relatados pelo grupo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em visita às unidades da rede nesta semana. Segundo as coordenadoras da subsede mogiana da Apeoesp, Inês Paz e Vânia Pereira, não há condições de retomar […]
10/02/2021 19h09, Atualizado há 66 meses
Mais problemas na volta às aulas presenciais de escolas estaduais de Mogi foram relatados pelo grupo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em visita às unidades da rede nesta semana.
Segundo as coordenadoras da subsede mogiana da Apeoesp, Inês Paz
e Vânia Pereira, não há condições de retomar as aulas presenciais neste momento porque as escolas não oferecem a estrutura necessária para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Os problemas vão desde falta de funcionários de limpeza, merendeiras e até diretor à aglomeração de alunos no portão das escolas, ausência de internet, janelas que não abrem para ventilação das salas, entre outros.
Na Escola Estadual Gabriel Pereira, não há acesso à internet, por isso os professores que estão presencialmente não conseguem participar da reunião com a coordenadora. “Todas as salas de aulas estão sem aparelhos tecnológicos, não há funcionários na merenda e das duas funcionárias da limpeza, uma vai cumprir 6 horas diárias e a outra 8 horas. Não tem diretor (a), só uma vice sem experiência, e as janelas das salas não abrem”, dizem as coordenadoras.
As escolas Alcides Celestino e Aprígio de Oliveira têm apenas um agente de organização cada. O problema na Antônio Mármora e na Cláudio Abrahão é a falta de merendeiras.
Na escola Profª Sueli Oliveira Silva Martins, as máscaras face shield chegaram com defeito e não há lugar para os profissionais se alimentarem. “O prédio não tem estrutura para funcionar com tempo integral. Não há espaço para o distanciamento, não tem diretor nem vice e há apenas uma funcionária de limpeza”, destacam Inês e Vânia.
Já a escola Dr. Deodato Wertheimer não possui agente de organização escolar no período da manhã e faltam funcionários na secretaria. “Não se respeita o distanciamento mínimo das carteiras. Na reunião de pais, houve aglomeração de alunos na porta da escola.
Em vários locais, haverá desvio de função dos funcionários, as auxiliares de limpeza tiveram o salário reduzido e vão trabalhar 4 horas por dia”, contam.
Procurada por O Diário, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que a Diretoria Regional de Ensino (DER) de Mogi acompanha todas as escolas da região. “A EE Gabriel Pereira recebeu mais de R$ 150 mil para investimentos tecnológicos e de manutenção. Na EE Vereador Alcides Celestino Filho e na EE Aprígio de Oliveira está em andamento o chamamento de novos agentes, com previsão de finalização nos próximos dias. Sobre as escolas que estão sem merendeira, a DRE informa que está em andamento um processo emergencial para contratação de outras profissionais, já que a empresa anterior deixou de prestar o serviço. Este processo tem previsão de ser concluído ainda nesta semana”, trouxe a nota.
A pasta também afirma que não recebeu reclamação sobre os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) enviados à EE Profª Sueli Oliveira Silva Martins e, se houver, outros equipamentos podem ser providenciados.
Já na EE Dr Deodato Wertheimer, a Secretaria diz que alguns profissionais do grupo de risco foram afastados e a escola está se organizando para atender a comunidade presencialmente. “Sobre os serviços de limpeza, a DRE informa que a empresa contratada é responsável pela administração dos horários das funcionárias e dos pagamentos. Todas as escolas da região estão cumprindo os protocolos sanitários para prevenção da Covid-19”, conclui a nota.