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Júri Popular condena médico a 28 anos de prisão por matar o avô, em Mogi

O médico Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier foi condenado a 28 anos de reclusão pela morte do avô paterno Gerhard Kaltmaier, de 81 anos, a facadas em 30 de setembro de 2011, durante uma discussão no escritório da vítima. LEIA: O que diz a defesa Ele teve a decretação da prisão para início imediato da pena, […]

Por O Diário
28/09/2021 01h24, Atualizado há 59 meses

O médico Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier foi condenado a 28 anos de reclusão pela morte do avô paterno Gerhard Kaltmaier, de 81 anos, a facadas em 30 de setembro de 2011, durante uma discussão no escritório da vítima.

LEIA: O que diz a defesa

Ele teve a decretação da prisão para início imediato da pena, segundo informações do advogado Marcos Soares, assistente do Ministério Público

A sentença foi decidida pelo Tribunal do Júri, composto por quatro mulheres e três homens. O julgamento durou mais de 12 horas. Começou às 10 horas e só terminou por volta da 23h30 desta segunda-feira.

De acordo com Soares, o júri acatou todos os pedidos da acusação ao condenar Gustav por homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima

O réu deixou o plenário do Fórum de Braz Cubas direto para a detenção por decisão. Ainda não foram divulgadas informações sobre o presidio em que o médico vai cumprir pena. Cabe recursos.

O médico durante o seu depoimento, segundo informações de pessoas que acompanharam o julgamento, teria falado com muita tranquilidade e chegou a se emocionar em alguns momentos, mas não foi suficiente para convencer os jurados. 

O assistente do MP, disse que era o resultado pretendido pela acusação, para que “seja feita a justiça por um crime tão grave” envolvendo o médico, que esperava por esse julgamento em liberdade há 10 anos.

Durante esse período, o júri popular havia sido adiado por diversas vezes, atendendo a um pedido do advogado de defesa, Paulo Passos, que estava enfrentando problemas de saúde e morreu em 31 de julho deste ano. 

Atualmente, a defesa de Gustav é feita por Airton Jacob Gonçalves Graton, que deve se pronunciar a respeito nas próximas horas.

A reportagem de O Diário aguarda esse contato para uma avaliação sobre o resultado do julgamento e também sobre osrecursos que devem entrar contra a condenação do médico.

A presença de pessoas no plenário do Tribunal de Justiça foi restrita para evitar aglomeração por causa da pandemia. Nem mesmo a imprensa teve acesso para poder acompanhar tudo de perto.  

 

O Caso

 

O crime aconteceu em 2011, e na época em Lothar Gustav Hoehne Kaltmaier, tinha 24 anos. No processo de cerca se 600 páginas tem todo o histórico do crime envolvendo a morte do empresário Gerhard kaltmaier, de 81 anos, era dono de uma empresa de locações de imóveis, na época em que foi assassinado a facadas dentro do próprio escritório.

O neto era estudante de medicina e não foi preso em flagrante. Alguns dias após o crime se apresentou na delegacia, confessou ter matado o avô e passou a responder pelo crime em liberdade. Ele continuou estudando e concluir a faculdade de medicina.

No processo, médico Lothar Gustav alega que motivo da discussão que levou ao assassinato do avô na época foi por problema financeiro. Ele relatou que havia ido ao escritório do avô para buscar o dinheiro referente a um débito que o pai dele tinha no Paraná, no valor de R$ 2 mil. E que, na ocasião, o avô começou a falar de seu pai, criticando-o por não ter se formado na universidade, que ainda dependia das finanças do avô e que Gustav estava indo pelo mesmo caminho. 

Segundo ele, o avô era contra ele e sua irmã cursarem medicina, porque considerava que o seu pai não tinha condição para bancar o curso que, segundo o neto, era custeado pela mãe, pai e a avó materna, e sempre foi contra o casamento dos seus pais.

Foi durante a discussão, no momento em que o avô teria chamado a mãe dele de “puta, vagabunda”, que ele disse que “cegou”, olhou para a mesa e viu a faca sobre a mesa. Se lembra de ter dado dois ou três golpes na região do ombro esquerdo, mas não imaginou que teria matado o avô.

 

 

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