Mogi registra baixa procura pela terceira dose da vacina
Antes das mudanças que reduziram o intervalo de vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde observou que apenas 30% dos mogianos que já poderiam tomar a terceira dose da vacina contra a Covid haviam retornado para ampliar a imunidade contra o vírus. Assim como tem defendido a Organização das Nações Unidas (ONU), o esquecimento sobre a […]
03/12/2021 14h39, Atualizado há 57 meses
Antes das mudanças que reduziram o intervalo de vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde observou que apenas 30% dos mogianos que já poderiam tomar a terceira dose da vacina contra a Covid haviam retornado para ampliar a imunidade contra o vírus. Assim como tem defendido a Organização das Nações Unidas (ONU), o esquecimento sobre a gravidade da doença e suas sequelas é o maior desafio no atual estágio da pandemia.
“Infelizmetne, as pessoas baixam a guarda e se esquecem que há um vírus com o poder de nos surpreender, como está acontecendo agora, com a variante ômicron. Não se sabe, de verdade, qual será a extensão dos danos provocados por ela. Os vírus são assim, eles vão mudando a toda hora”, resume o secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior.
O paradoxo no comportamento das pessoas pode ser notado com o balanço da vacinação da primeira e da segunda dose.
A dose inicial foi tomada por 97% da população mogiano, já a performance da segunda perde o fôlego: hoje, 87% cumpriram o compromisso. Já a terceira chegou ao braço de 30% dos que já podem recebê-la. “Estamos praticamente caçando a laço o mogiano para que ele não deixe de ser imunizado”, compara a secretária-adjunta, Andreia Godoi, que segue à frente de pontos-chaves na gestão da crise, iniciada no ano passado pela pasta.
De hoje (4) até o dia 11, Mogi terá esquema especial para alavancar o atendimento e as pessoas que não tomaram a segunda ou a terceira doses, e já estão no período para fazer isso, poderão receber o complemento sem o agendamento prévio.
A Secretaria decidiu manter o contrato de prestação de serviços que elevou o número de trabalhadores para os drives e até os postos de saúde a partir de janeiro. Haverá, no entanto, uma mudança na campanha, com a adoção de postos itinerantes e a manutenção apenas do drive thru central, no Mogilar.
O drive de Jundiapeba, por exemplo, deverá ser desativado a partir do início do ano.
A medida cumpre tendência. “As pessoas preferem tomar a vacina perto de casa”, comentou Andreia.
Quarta onda
Apesar dos temores com a chegada da variante ômicron a vários países, Zeno Morrone não crê em um aprofundamento da crise porque a cobertura vacinal atinge hoje grande parcela da população. No entanto, ele não arrisca dizer que a pandemia está no fim, ou perto de acabar.
“Com um vírus desconhecido, dizer uma coisa dessas é impossível”, disse.
Zeno se mostrou preocupado com a ausência na busca pela terceira dose. “Veja, nem os mais idosos, que se cuidaram mais, voltaram para receber o reforço”, considera. Outra preocupação são as aglomerações no final do ano.
Sobre o crescimento dos testes positivos para a Covid, Zeno credita ao relaxamento das medidas de contenção que as pessoas devem manter. Um alento está no fato de o total de casos graves, que exigem internação, e de mortes ter reduzido em resposta ao aumento da proteção contra o vírus.
Referência
Para rastrear a variante ômicron, o Hospital Municipal de Braz Cubas receberá visitantes de outros países para a realização de exames que poderão apontar a presença da variante. A novidade foi anuncida nesta sexta-feira (3).