No comando do Condemat, Caio projeta boa interlocução com o governador Tarcísio
Em 2023, o prefeito Caio Cunha (PODE) de Mogi das Cruzes assumirá a presidência do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), entidade que representa os interesses de 12 cidades no planejamento e execução de políticas públicas regionais. A escolha do presidente se dará por consenso. Está deixando o comando do grupo o […]
21/12/2022 08h06, Atualizado há 43 meses
Em 2023, o prefeito Caio Cunha (PODE) de Mogi das Cruzes assumirá a presidência do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), entidade que representa os interesses de 12 cidades no planejamento e execução de políticas públicas regionais. A escolha do presidente se dará por consenso. Está deixando o comando do grupo o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, conhecido como Gutti.
Caio Cunha comentou sobre a decisão de representar uma população estimada em cerca de 3 milhões de pessoas e um orçamento global de R$ 10 bilhões em um período de transição dos governos do Estado, que será administrado por Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e do Brasil, que terá como presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Em uma eleição por consenso entre os demais prefeitos, ele deverá ser aclamado presidente do Condemat nesta quarta-feira (21), segundo contou a jornalistas.
“Eu estava em dúvida se eu me colocaria à disposição ou não (do Condemat) porque o ano que vem será muito importante para o nosso projeto, será um ano de muita entrega, mas conversando com o presidente atual, o Gutti, e o anterior (Rodrigo Ashiuchi, de Suzano), eu vou assumir o desafio, a eleição será amanhã (hoje, 21), a eleição será por consenso”, comentou o prefeito.
A presença no comando do Condemat, pela primeira vez, será um fator decisivo para dar “musculatura” ao relacionamento com as esferas federal e estadual. “Será um privilégio, além de ser prefeito de Mogi, estar representando esse grupo de cidades e construir pautas coletivas será uma grande oportunidade”, analisou.
O desenvolvimento de políticas regionais tem surtido resultados, na avaliação do prefeito, na solução de dramas comuns, em áreas como a saúde e mobilidade urbana. Ele citou, como exemplo, a busca de mais leitos e recursos hospitalares com a participação de cada cidade aportando investimentos no segmento para reduzir problemas como a superlotação de serviços nas cidades maiores, caso de Mogi das Cruzes, e de setores como o atendimento infantil.
A condução do Condemat, na opinião do prefeito, terá peso positivo no relacionamento com as demais esferas de governo. “Nós já começamos a articulação com o governador (Tarcísio de Freitas) já na pós-eleição e, agora, é um processo mais chato, o da transição, mas a gente tem se aproximado cada vez mais. É um trabalho que a gente fez com o Rodrigo (Garcia, do PSDB) e a gente tudo para não dar certo no relacionamento, por conta da instalação do pedágio (na Mogi-Dutra) e a gente fez tudo para reverter isso. E nós conseguimos. Não é à toa que ele mandou mais de R$ 200 milhões para Mogi das Cruzes, tudo bem que tem a questão eleitoral, mas houve uma relação, ali, que foi investida. A gente está com uma grande expectativa e eu conheço muita gente no Estado, e os nossos deputados também vão ajudar (na interlocução com o governador)”, comentou o prefeito.
Em relação do governo federal, que não teve o apoio do prefeito de Mogi, nas eleições, Caio aposta no relacionamento já estabelecido com lideranças das áreas técnicas e no amparo do seu partido, o Podemos.
“Sobre o governo federal, para a gente tudo é muito novo, e muda completamente tudo o que a gente construiu, a gente começa, novamente, lembrando que, muitas vezes, muda a figura (central), os pontas das lanças, mas a estrutura técnica acaba não mudando e, esse é um diferencial nosso, porque a gente tem muita conexão, pelo Podemos, com funcionários tanto de carreira quanto técnicos de alguns ministérios. Isso facilita muito o nosso relacionamento, mas é um começo de relacionamento”, comentou.