Pesquisa mostra que mobilização sobre pedágio precisa ser ampliada
Um dia após a divulgação da pesquisa que mostra que 85% dos mogianos são contrários à instalação de uma praça de pedágio na cidade, os dados são assunto na cidade nesta quarta-feira (25). Um dos pontos destacados por quem tem acesso aos números é de que ainda há uma parcela da cidade que não entende […]
25/08/2021 12h29, Atualizado há 60 meses
Um dia após a divulgação da pesquisa que mostra que 85% dos mogianos são contrários à instalação de uma praça de pedágio na cidade, os dados são assunto na cidade nesta quarta-feira (25). Um dos pontos destacados por quem tem acesso aos números é de que ainda há uma parcela da cidade que não entende o impacto da cobrança da tarifa na principal via de acesso à cidade, a rodovia Mogi-Dutra (SP 088).
O presidente do Sindicato Rural de Mogi, Gildo Saito, participou do evento de apresentação dos dados, na manhã desta terça-feira (24), no Theatro Vasques, e avaliou que o encontro serviu para mostrar que diversas frentes estão mobilizadas para barrar o projeto do governo do estado, por meio da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
“Os números mostram que a gente tem uma parte dos mogianos que não está ciente do impacto de um pedágio na nossa cidade. Mas a partir do evento de ontem vai ser divulgado mais, cada um que esteve lá vai ajudar a esclarecer a outras pessoas que ainda têm dúvida sobre o pedágio, eu acredito que os próximos números serão ainda melhores”, pontuou.
Até mesmo entre os produtores rurais da cidade, que escoam parte da produção para outras cidades, há quem ainda não entenda que haverá um custo maior na logística.
“O que mostrou a pesquisa não difere da área rural, porque tem aquele que não tem muita noção de que o produto que ele usa passa pela Mogi-Dutra. O pedido ontem foi que se multipliquem as campanhas, mostrando e conscientizando a população do que é o pedágio, que se ele for implantado, vai afetar muito a nossa agricultura, porque ele vai deixar mais caro para quem vem buscar aqui a nossa produção e, talvez, fique menos atrativo. O nosso setor já sofreu com o aumento do dólar e com a geada dos últimos dias”, detalhou.
O sociólogo Afonso Pola disse que chamou a atenção o fato de que 20% ainda não tenha noção da iniciativa de cobrar tarifa para transitar na Mogi-Dutra. Para Pola, o dado mostra a importância dos movimentos contrários ao pedágio verificarem quais canais podem usar para atingir essas pessoas que ainda não sabiam da proposta da Artesp.
“A gente sabe que existe uma resistência de parte da sociedade de acompanhar os meios de comunicação tradicionais, e tem pessoas que acompanham as informações por redes sociais, em determinados grupos, então é preciso definir estratégias para alcançar essas pessoas”, destacou.
Em relação à parte da pesquisa que mostrou que 80% dos mogianos não votariam em políticos que defendem o pedágio, Pola avalia que talvez não mude a opinião dos governantes, mas, com certeza, vai influenciar no resultado das eleições do ano que vem.
“É um jogo de força porque de um lado tem o interesse de quem defende o pedágio e do outro a comunidade local e de cidades da região de que a concretização desse projeto traria prejuízos para essa população. A pesquisa é uma radiogragfia que mostra que aquela parcela que tem conhecimento da iniciativa, você tem 80% das pessoas que se opõem a isso, é um dado positivo para a luta”, destacou.