Policlínica promove o mutirão virtual da psoríase nesta segunda-feira
O mutirão virtual destinado a diagnosticar, atender e medicar, gratuitamente, casos suspeitos ou confirmados de psoríase, é realizado nesta segunda-feira (4) pela Policlínica da Universidade de Mogi das Cruzes, onde o setor voltado especificamente para o tratamento da doença é integrado por um grupo de médicos e professores especialistas no problema. A psoríase é uma […]
28/09/2021 07h05, Atualizado há 59 meses
O mutirão virtual destinado a diagnosticar, atender e medicar, gratuitamente, casos suspeitos ou confirmados de psoríase, é realizado nesta segunda-feira (4) pela Policlínica da Universidade de Mogi das Cruzes, onde o setor voltado especificamente para o tratamento da doença é integrado por um grupo de médicos e professores especialistas no problema.
A psoríase é uma doença autoimune, inflamatória e não contagiosa da pele, que não tem cura e provoca lesões avermelhadas, com escamações em regiões como cotovelos, joelhos, couro cabeludo, assim como pode atingir as unhas, palmas e plantas das mãos e dos pés, além de outras articulações.
Segundo a Aline Okita, dermatologista formada pela USP, médica do Hospital Albert Einstein e professora da UMC, o atendimento à distância durante o mutirão vai permitir que seja feita uma avaliação dos casos suspeitos para posterior investigação e tratamento da doença, inclusive com medicamentos fornecidos pela própria Policlínica.
Para o primeiro contato virtual com a instituição, o interessado poderá, de imediato, acessar este link para fazer o primeiro contato com o evento. Ao acessar o link, a pessoa interessada deverá acompanhar as instruções que surgem na tela e responder uma série de perguntas que serão feitas por meio eletrônico.As respostas permitirão que os especialistas façam a avaliação preliminar para que seja marcada a consulta presencial e posterior início do tratamento.
No dia 4 de outubro, os acessos poderão ser feitos via QR Code (códigos de barras) acima e que estará disponível no site da UMC, assim como nas redes sociais da instituição de ensino superior, além de outros locais a serem divulgados oportunamente.
Ao acessa tanto o link quanto o QR Code, o virtual paciente terá de responder a dez perguntas, com respostas que poderão variar dentro de um nível de zero a quatro, possibilitando ao avaliador definir o grau de gravidade da doença naquela pessoa. Casos mais simples serão encaminhados para postos da rede pública, ficando os mais graves para serem atendidos pelos profissionais da Policlínica, caso as pessoas estejam dispostas a encarar o tratamento, a ser feito com custo zero.
Os casos mais complexos serão cuidados pelos especialistas da unidade dermatológica coordenada pela professora e médica Denise Steiner.
Cuidados
Segundo a médica Aline Okita, os casos mais comuns de psoríase costumam ocorrer com mais frequência em pessoas na faixa entre 20 e 50 anos, mas há casos de adolescentes e até crianças acometidas pela doença que, conforme a médica, é ativada por fatores genéticos e ambientais.
De acordo com especialistas, o próprio sistema de defesa do corpo começa a atacar as células dermatológicas por algum motivo, causando lesões. Ela acomete todas as faixas etárias e os dois sexos, mas é mais comum em adultos jovens. Não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa para outra, como acontece, por exemplo, com a Covid-19, que é provocada por um vírus.
A psoríase pode ter como gatilhos as infecções, frio e, principalmente o estresse. A carga emocional das pessoas é considerada decisiva para o agravamento do problema.
Os sintomas iniciais são as coceiras e até dores que causam escamações e rachaduras, podendo ainda provocar outros transtornos.
“Mais de 25% das pessoas diagnosticadas com psoríase acabam tendo problemas de depressão e ansiedade em razão da doença”, atesta Okita, explicando que pelo fato de as lesões serem comuns em pontos visíveis do corpo, muitas pessoas sofrem preconceito, com olhares e até restrições de acesso a determinados locais. “Há caso de pessoas que não usam short ou bermuda em razão da doença; outras usam camisas de mangas longas e até capuz sobre a cabeça para esconder as lesões”, conta a médica, que insiste em repetir que “a psioríase não é uma doença transmissível, não passa de uma pessoa para outra”.
Por ser uma doença de característica genética, existe a tendência de ocorrerem casos dentro de uma mesma família.
A psoríase é uma doença difícil de ser diagnosticada, por ser facilmente confundida com outros problemas dermatológicos. O tratamento também não é simples. Segundo a doutora Okita, dos 12 mil dermatologistas existentes no País, cerca de 500 estão preparados para fazer o tratamento idêntico ao que será disponibilizado na Policlínica da UMC, considerada um centro avançado de atendimento à psoríase.
Diagnosticado com a doença, o paciente é informado que terá de conviver com ela durante toda a vida, mas que ele poderá controlar a gravidade do problema com o tratamento adequado e permanente. “Fazendo isso, a melhora será de 90% a 100% e a pessoa ficará sem as lesões na pele,” diz a especialista.
Para o diretor da Policlínica, médico Melquíades Machado Portela, o Mutirão Virtual da Psoríase será um evento “de grande alcance psicossocial”, um trabalho multidisciplinar que irá envolver profissionais de outras especialidades além da dermatologia. “Um tratamento inteligente voltado também para o lado psicológico e que vai possibilitara reinserção à sociedade de portadores da doença em estágios mais avançados”, garante o diretor.