Prefeito admite candidatura à reeleição e projeta entregar seis obras em 2023
O prefeito Caio Cunha (PODE) admite que o grupo político que conduz terá um candidato à reeleição em 2024 – e lança, além do próprio nome, alternativas como a vice-prefeita Priscila Yamagami ou o secretário de Governo, Gabriel Bastianelli. Apesar de o assunto não ter fôlego por faltarem dois anos para a eleição municipal, no […]
20/12/2022 17h39, Atualizado há 43 meses
O prefeito Caio Cunha (PODE) admite que o grupo político que conduz terá um candidato à reeleição em 2024 – e lança, além do próprio nome, alternativas como a vice-prefeita Priscila Yamagami ou o secretário de Governo, Gabriel Bastianelli. Apesar de o assunto não ter fôlego por faltarem dois anos para a eleição municipal, no encontro com jornalistas em que apresentou um balanço administrativo 2022 e projeção de projetos para 2023, Caio garantiu que o próximo ano será de entrega e trabalho.
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O prato do dia não foi eleição, porém, o gestor não se esquivou e afirmou que pretende, sim, concorrer à reeleição, e, se não for com o próprio nome, com integrantes próximos de sua equipe. Ao avaliar o conceito de administração adotado, que não foca em grandes obras, mas em programas estruturantes, como geração de emprego e saneamento básico, o prefeito afirmou que o grupo político que coordena terá um candidato à releição.
Questionado sobre as críticas e a mensuração sobre a aprovação do governo, Caio respondeu que trabalha com pesquisa e destacou: “há uma guerra de narrativa posta, um terceiro turno meio que constante, mas, eu optei por ser responsável, e não por ser midiático, embora, o pessoal sempre fale, que eu seja o prefeito Tik Tok, não! Eu presto contas. As nossas decisões foram pautas em colocar a casa em ordem, em atender, quem mais precisa, e infelizmente, isso não é igual a um túnel, um grande prédio, mas, tem um efeito positivo na própria sociedade, gerar emprego. Não é, você gera 11 mil empregos, mas tem mais de 40 mil desempregados, não faz diferença no total, mas para quem conseguiu o emprego, faz. A gente tem pautado para preparar a cidade para que ela entre na rota de desenvolvimento”.
Ainda sobre as opções seguidas, o político do Podemos em primeira incursão na gestão municipal, argumentou: “Não dá para pensar no futuro, com gente passando fome no Piatã. Não dá para pensar no futuro, sem melhorar o saneamento básico. Eu optei por essas pautas ultranecessárias, do que fazer uma grande coisa. Eu tinha seis obras para terminar. Agora, a segunda metade da gestão é de muita entrega”.
Sobre a reeleição, ele cravou: “penso em ser candidato, eu penso pelo projeto. Infelizmente, a cidade é pensada por quatro anos e a gente tem mexido com esse formato, as mudanças que estão promovendo hoje, para se consolidarem, elas precisam de mais quatro anos, se não for eu, será a Priscila, o Gabriel Bastianelli”.
Obras
Seis obras estão na lista para serem inauguradas e o governo busca recursos estaduais e federais para bancar o custeio, sobretudo do prédio construído para ser uma maternidade, ao lado do Hospital de Braz Cubas, e que terá vocação alterada – ao invés dos 500 partos previstos anteriormente, um estudo que concilia o uso do endereço para a atenção à mulher e à criança, indica que uma redução para 100 nascimentos por parto natural ou normal.
Essa remodelagem se deve ao alto custo para manter o serviço aberto – cerca de R$ 4,5 milhões. A ideia é abrir o equipamento no segundo semestre no próximo ano. O local será um complexo de saúde para o atendimento à mulher, com cirurgias e outros procedimentos, e à primeira infância. Com as mudanças, o custo baixaria para “cerca de R$ 2,2 milhões ou R$ 2,5 milhões”.
As demais obras herdadas da gestão do ex-prefeito Marcus Melo, com parte dos projetos já executados e/ou em fase final de conclusão são o segundo Ginásio Municipal, no Mogilar, o Cias (Complexo Integrado de Atendimento à Saúde), que já deverá receber, no início de janeiro, uma unidade do CAPS Infantil, o primeiro desse modelo a ser instalado na cidade, e também cotado para ser um braço da Rede de Reabilitação Lucy Monteiro – um plano que ainda depende do aval da Secretaria Estadual de Saúde -, a Central de Monitoramento, que será construída ao lado da Avenida Miguel Gemma, o Parque Airton Nogueira e o Centro de Esportes e Cultura que atenderá a região da CDHU.
Outras projetos estão sendo tocados, como a melhoria da rede de saneamento básico de regiões como o Parque das Varinhas (já iniciada) e obras de pavimentação de 150 vias, muitas delas, segundo o prefeito, que nunca receberam o recapeamento.
Habib’s
Além do início das obras do Viva Mogi na região de César de Souza, que pretende retirar parte do tráfego de caminhões da região entre o Socorro e o Nova Mogilar, o prefeito também afirmou que, em dois meses, começam serviços para a retirada da rotatória da Praça Kazuo Kimura, popularmente chamada de “Habib’s”. Entre fevereiro e março, segundo ele, começa a retirada das árvores existentes no local – que deverão ser replantadas em outros locais.
Outra expectativa está na abertura da rua já aberta entre as avenidas Ismael de Almeida e Souza e Yoshiteru Onishi, além das transposições do Córrego do Lavapés.
Apesar de já ter sido anunciada outras vezes, a eliminação da rotatória é uma aposta esperada por moradores para melhorar o escoamento do trânsito e reduzir a lentidão nos hotários de pico na região que concentra o tráfego de César de Souza.
Apesar dos anúncios, não houve a indicação de quando, enfim, a rotatória deixará de existir.
Acompanhe outros planos anunciados pelo prefeito Caio Cunha no site de O Diário.
Condemat
O prefeito Caio Cunha deverá assumir, por concenso, a presidência do Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) em 2023. Ele irá substituir o atual presidente, o prefeito de Guarulhos, Gustavo Costa, o Gutti.