Professores podem iniciar greve sanitária na próxima segunda-feira (8)
Os professores da rede estadual de ensino que atuam em Mogi das Cruzes podem aderir a uma greve sanitária a partir da próxima segunda-feira (8), quando o Governo do Estado determinou o retorno das aulas híbridas – com revezamento para que os alunos cumpram parte das aulas presencialmente, conciliando com o sistema remoto. A limitação […]
04/02/2021 18h01, Atualizado há 66 meses
Os professores da rede estadual de ensino que atuam em Mogi das Cruzes podem aderir a uma greve sanitária a partir da próxima segunda-feira (8), quando o Governo do Estado determinou o retorno das aulas híbridas – com revezamento para que os alunos cumpram parte das aulas presencialmente, conciliando com o sistema remoto.
A limitação de alunos nas escolas deve ser de 35% da capacidade de atendimento por dia durante a fase laranja do Plano São Paulo, na qual Mogi e cidades do Alto Tietê se encontram.
A definição sobre a possível paralisação sairá da assembleia marcada para ocorrer nesta sexta-feira (5), das 10 às 13 horas, em todo o Estado.
“Se não houver um decreto proibindo o retorno presencial, convocaremos os professores para que façam uma greve sanitária para não colocarem suas vidas e de seus alunos em risco”, explica a vereadora Inês Paz (Psol), uma das coordenadoras do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Nesta quinta-feira (4), representantes da Apeoesp percorreram diversos bairros da cidade pedindo para que os pais não levem seus filhos às escolas a partir da próxima semana.
“Começamos este trabalho de conscientização dos pais na terça-feira, chamando a atenção para que eles não enviem seus filhos para a morte, porque não há condições de retomar as aulas presenciais. Já temos escolas particulares, com estrutura muito melhor do que a maioria das estaduais, que abriram e fecharam por causa das contaminações. Em Campinas, houve 17 professores e 5 alunos contaminados. Também tivemos casos de escolas na Capital que, apenas com os professores que retomaram as atividades nesta semana, já apresentaram casos de contaminação”, alerta Inês.
Na avaliação da coordenadora da Apeoesp, as aulas devem continuar apenas de maneira online, com logística para atender casos de alunos que enfrentam problemas de acesso à internet. “Não é o momento de voltar presencialmente diante do aumento de casos de Covid e da falta de estrutura das escolas, principalmente as públicas”, diz a coordenadora.