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Semae registra alta de 30% nos custos do sistema de água e esgoto em Mogi

O Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) registra aumentos em insumos e produtos que variam de 30% a 40% para realizar os trabalhos de saneamento da cidade neste ano. Números apresentados pela autarquia apontam uma elevação de R$ 1,5 milhão no preço de produtos químicos nos primeiros seis meses do ano, em comparação com […]

Por O Diário
10/08/2022 16h50, Atualizado há 48 meses

O Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) registra aumentos em insumos e produtos que variam de 30% a 40% para realizar os trabalhos de saneamento da cidade neste ano. Números apresentados pela autarquia apontam uma elevação de R$ 1,5 milhão no preço de produtos químicos nos primeiros seis meses do ano, em comparação com mesmo período de 2021. Soma-se a isso a alta dos valores da energia elétrica, combustíveis e do contrato firmado com a Sabesp para que todos os bairros possam ser atendidos.  

De acordo com o Semae, de janeiro a junho do ano passado, foram destinados R$ 4.886.956,80 para custear os produtos químicos empregados no tratamento da água distribuída e do esgoto coletado. No mesmo período de 2022, a despesa foi de R$ 6.410.917,69, que resulta na diferença de R$ 1.523.960,89 nos primeiros seis meses de 2021, o que representa um aumento de mais de 30% no orçamento.

Os recortes de alta seguem os aumentos de outros produtos e serviços provocados por situações decorrentes de fatores como a inflação e a alta dos combustíveis (que começaram a recuar, nas últimas semanas).

O percentual de aumento dos custos, segundo divulga o Semae, refere-se à média geral de todos os reajustes de produtos. Em alguns casos específicos o aumento no valor dos insumos foi mais impactante. A autarquia cita o caso de um dos produtos químicos utilizados no processo de tratamento da água que teve reajuste maior que 300%.

As despesas com energia elétrica é outro ponto destacado pelo Semae, que cita uma elevação de 40,60% nas contas entre os dois períodos. Já os gastos com combustíveis subiram 55,83%. 

A água utilizada para abastecer a cidade é captada no Rio Tietê. São 830 litros por segundo, tratados nas estações Centro e Leste. Além da produção própria, Mogi compra, da Sabesp, um volume de aproximadamente 550 litros por segundo de água já tratado, o que representa cerca de 1/3 da água consumida no município. A estatal promoveu reajuste nos preços, e com isso de janeiro a junho de 2022, foram gastos R$ 23.186.324,09, uma média mensal de R$ 3.864.387,35.

Até o fechamento do semestre, o Semae esclarece que as receitas e despesas ficaram equilibradas. No entanto, com a elevação promovida pela Sabesp, no último mês de maio, a previsão da autarquia aponta para a possibilidade de déficit até o final de 2022.

A companhia de saneamento da cidade aponta ainda que gastos com a rede de esgoto que poderiam ser evitados pela população. O órgão observa que precisa manter um trabalho diário de limpeza e desobstrução da rede de esgoto e que o principal motivo de entupimentos são os materiais lançados de forma irregular no sistema: gordura (que se solidifica), pedra, plásticos pedaços de madeira e de colchão, por exemplo. São materiais que jamais poderiam estar na tubulação de esgoto.

O trabalho é realizado diariamente por seis equipes que atuam na limpeza e desobstrução. Três delas trabalham com a desobstrução mecânica (uso de varetas), cada uma com dois funcionários. Outras três equipes atuam com caminhão hidrojato (equipamento que faz o jateamento de água sob pressão), com três funcionários cada uma. Os funcionários prestam serviços de segunda a sexta, 8 horas por dia. Aos fins de semana, há uma equipe de hidrojateamento que fica de plantão (sobreaviso) para atendimento de emergências.

O uso do sistema de esgoto de forma correta e com responsabilidade ajuda a manter a saúde financeira das companhias de saneamento, o que se reflete em mais capacidade de obter financiamentos para investimentos em obras que ampliam o atendimento e melhoram a qualidade do serviço, .

Perfil

Atualmente, o Semae mantém 145 mil ligações, para atender aproximadamente 450 mil habitantes, com abastecimento de água de 99 % da área urbana. Coleta e tratamento de esgoto: 94% de coleta e 64% de tratamento (em relação ao volume coletado).Para a água tratada chegar ao consumidor, Mogi conta com uma rede de 1,2 mil quilômetros. O Semae coleta 94,31% e trata 64% do esgoto em Mogi.

Atuação

Entre obras concluídas estão a ampliação do abastecimento de água nas Chácaras Guanabara, a setorização e modernização do abastecimento da região leste e o sistema de esgotamento sanitário do Botujuru e parte de César de Souza.

Estão em andamento, a reforma de filtros na Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto Leste, localizada ao lado do Parque Centenário, com investimento de R$ 32,6 milhões, com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

O Semae trabalha para ampliar a automação, telemetria (controle das unidades de abastecimento por comunicação sem fio) e telesupervisão, com foco em coleta de dados para controle e redução de perdas de água no sistema de distribuição. 

Outras intervenções previstas são o Sistema de Esgotamento Sanitário no Parque das Varinhas (investimento de R$ 11,8 milhões) e a construção de Coletor-tronco de Esgotos Parque da Cidade (R$ 846 mil).

 

 

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