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Subsede da Apeoesp em Mogi volta a se posicionar contra o retorno das aulas presenciais

Apreensão, dúvidas e incertezas marcam as discussões em torno da volta às aulas presenciais no Estado de São Paulo em meio à nova alta de contágios e internações por Covid-19. A Subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) em Mogi das Cruzes voltou a se posicionar contrário ao […]

Por O Diário
01/02/2021 19h27, Atualizado há 66 meses

Apreensão, dúvidas e incertezas marcam as discussões em torno da volta às aulas presenciais no Estado de São Paulo em meio à nova alta de contágios e internações por Covid-19. A Subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) em Mogi das Cruzes voltou a se posicionar contrário ao retorno em carta pública. O documento alerta sobre os sérios riscos da medida e solicita que seja seguido o decreto municipal que proibe qualquer atividade presencial pedagógica ou recreativa de 29/01 ao dia 07/02/2021 para todas as redes da cidade. Como argumento, destaca que estamos, nesse momento, vivendo “uma guerra entre a vida e a morte, com um inimigo invisível”.  

Em Mogi, as aulas da rede municipal retornam no dia 8, de forma remota, segundo anunciado pela Prefeitura. No mês seguinte deverá ser adotado um modelo híbrido, juntando atividades virtuais e presenciais. O sindicato frisa que para garantir que a educação chegue para todos e de forma justa e igualitária, é “necessário uma força tarefa dos governos Federal, Estadual e Municipal, com a participação da sociedade civil, para que as aulas sejam ministradas online, oferecendo infraestrutura para todos os alunos e alunas que estão excluídos do mundo digital”.

LEIA TAMBÉM: Ensino Médio de Mogi tem redução de 5,5 mil matrículas entre 2020 e 2021

 “A secretaria municipal de educação de Mogi das Cruzes já informou que as escolas municipais, as menos precárias, ainda não estão preparadas para esse retorno. Imaginem as escolas estaduais que há muito tempo vem sendo sucateadas pelo governo estadual”, alfineta a Apeoesp na nota.  

Leia a carta do sindicato na íntegra: 

A proposta de retorno às aulas surge quando a morte pela COVID vem batendo recorde a cada dia; quando o surgimento de uma nova CEPA mata mais brasileiros e mais brasileiras; quando o plano São Paulo decreta para o Estado a fase laranja e nos finais de semana a fase vermelha; quando a consulta pública deu praticamente um empate.

Todos estamos preocupados com o aprendizado de nossos filhos. Os que votaram pelo não retorno entendem que a segurança sanitária é o mais importante nesse momento porque o aprendizado se recupera, mas a vida não. Nesse momento, estamos vivendo uma guerra entre a vida e a morte, com um inimigo invisível.  

A Apeoesp – Sindicato dos professores – concorda com o Ministério Público que admitiu ser prematura a ideia de retorno às aulas presenciais. 

Enquanto isso, é necessário uma força tarefa dos governos Federal, Estadual e Municipal, com a participação da sociedade civil, para que as aulas sejam ministradas on line, oferecendo infraestrutura para todos os alunos e alunas que estão excluídos do mundo digital. 

É uma falácia dizer que, com a volta às aulas, as mães poderão voltar ao trabalho. A proposta do governo só permite que os alunos e alunas compareçam, no máximo, duas vezes  por semana e quem determina isso é a escola. O aluno ou aluna terá que enviar trabalho para escola, provocando aglomeração. 
As escolas precisam ser reestruturadas e a sociedade deve acompanhar essa reestruturação. A secretaria municipal de educação de Mogi das Cruzes já informou que as escolas municipais, as menos precárias, ainda não estão preparadas para esse retorno. Imaginem as escolas estaduais que há muito tempo vem sendo sucateadas pelo governo estadual.
O plano do governo é muito precário e coloca em risco a vida dos professores, dos funcionários, das crianças e de todos os familiares envolvidos. 

A Subsede da Apeoesp de Mogi das Cruzes solicita também que a Dirigente siga o Decreto Municipal Número 19.853 de 27 de janeiro de 2021, publicado no dia 29/01/2021 que proibe  qualquer atividade presencial pedagógica ou recreativa de 29/01 ao dia 07/02/2021 para todas as redes de Mogi das Cruzes.

 

Outro lado

Já a Secretaria de Educação, junto ao Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas reforçaram em nota que, tem realizado um planejamento rigoroso para a retomada com um trabalho baseado em critérios epidemiológicos, científicos e educacionais. “Será um trabalho criterioso nas escolas para que seja um retorno seguro para todos, respeitando as normas da Secretaria e o protocolo sanitário”, observou a secretária de Educação, Rose Tonete.

Segundo a Prefeitura, o Cempre Benedito Ferreira Lopes e a Escola Municipal Benedito Ferreira Lopes, na Vila Lavínia, foram as duas primeiras escolas da rede municipal de ensino a receber a vistoria técnica da Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes na última sexta-feira (29).

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