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Lucas Garcia fará exame de corpo de delito na segunda-feira

Nove dias após ter sido baleado na região do tórax, o professor de dança Lucas Garcia tentou fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes na tarde desta sexta-feira, dia 18. Contudo, como a Santa Casa não tinha encaminhado ao órgão o prontuário de seu atendimento, foi […]

Por O Diário
18/12/2020 17h18, Atualizado há 68 meses

Nove dias após ter sido baleado na região do tórax, o professor de dança Lucas Garcia tentou fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes na tarde desta sexta-feira, dia 18. Contudo, como a Santa Casa não tinha encaminhado ao órgão o prontuário de seu atendimento, foi preciso remarcar para segunda-feira, dia 21.

Relembre o caso, que ocorreu após uma aula de fitdance, clicando aqui.

Segundo a advogada que está representando Lucas no inquérito policial, Sonia Beraldo, a vítima “está com o laudo de uma ressonância que confirma a bala ainda alojada entre as costelas. “Provavelmente o Lucas terá que passar por uma cirurgia para a retirada do projétil”, diz ela, que atualizará a Polícia sobre o estado de saúde dele.

O próximo passo, “no momento oportuno”, será a indicação de “testemunhas” para que se possa “buscar o autor do disparo”.

Leia mais: Em busca de respostas, Lucas Garcia tem representação legal.

Em um requerimento endereçado “ao delegado titular do 1º Distrito Policial” da cidade, Sonia afirma que, “segundo moradores do bairro (Jardim Camila), não é a primeira vez que ocorre disparo de arma de fogo no local dos fatos (Arena Água Verde). Ela pede então a “busca nos registros policiais sobre outras vítimas de disparo de arma de fogo”.

A advogada também menciona o “averiguado” que consta no boletim de ocorrência e solicita “a representação para um mandado de busca na residência do mesmo, bem como busca para eventual registro de arma de fogo” em seu nome.

Por fim, termina frisando a necessidade de uma “perícia no local”, para “determinar de onde possa ter partido o projétil que alvejou Lucas”.

O caso gerou comoção nas redes sociais e o engajamento da classe artística. O movimento ultrapassou a barreira da internet e gerou Atos Pela Paz presenciais, como na última quarta-feira, dia 16, no Largo do Rosário. Leia mais.

Ainda não há respostas

Questionada por O Diário inicialmente na segunda-feira, dia 14, a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo disse que “todas as circunstâncias relativas aos fatos” seguiam “sob investigação por meio de inquérito policial instaurado pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes”.

Desde então, a reportagem está, diariamente, pedindo por atualizações do caso, sobretudo quanto às linhas investigativas que exploram outras possibilidades para além da “bala perdida”, o que Lucas nega. Nas redes sociais especula-se que a o crime tenha sido motivado por homofobia.

No entanto, diariamente o Estado repete a mesma resposta: “por ora, não há novidades. As investigações prosseguem”. O Diário vem recebendo esta frase consecutivamente: na terça, dia 15, na quarta, dia 16 e na quinta, dia 17 e nesta sexta, dia 18.

 

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