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Maioria dos mogianos diz que será prejudicada com o pedágio

Pesquisa de opinião pública realizada em Mogi das Cruzes pelo instituto Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, mostrou que perto de ¾ da população sentem-se prejudicados com a instalação de um pedágio na ligação rodoviária Mogi-Dutra, como deseja o governo de João Doria (PSDB) e a Agência de Transporte do Governo do Estado de […]

Por O Diário
25/08/2021 19h09, Atualizado há 60 meses

Pesquisa de opinião pública realizada em Mogi das Cruzes pelo instituto Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, mostrou que perto de ¾ da população sentem-se prejudicados com a instalação de um pedágio na ligação rodoviária Mogi-Dutra, como deseja o governo de João Doria (PSDB) e a Agência de Transporte do Governo do Estado de São Paulo (Artesp). O pedágio que interessa ao governo, mas que é rechaçado, de todas as maneiras, pela grande maioria da população de Mogi e região do Alto Tietê, consta do projeto de concessão do Lote Litoral Paulista, que inclui também a Mogi-Bertioga e a rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na Baixada Santista.

Conforme mostrou a pesquisa, que ouviu 406 pessoas na cidade, entre os dias 7 e 9 deste mês, quando indagados se seriam beneficiados ou prejudicados com a instalação do pedágio, 76% dos entrevistados disseram que serão prejudicados, 10% se mostraram indiferentes, alegando que não serão beneficiados e nem prejudicados. Um total de 7% dos pesquisados acha que será beneficiado, enquanto outros 7% disseram que não sabem ou não responderam.

Este é mais um item da pesquisa que mostra, em sua pergunta principal, que 85% dos mogianos são contrários à instalação do pedágio na Mogi-Dutra, 9% são favoráveis e 6% não souberam ou não responderam. A consulta mostrou ainda que a grande maioria dos mogianos, 80% já tinham ouvido falar do pedágio, enquanto outros 20% ouviram falar sobre o tema pela primeira vez.

Mas um dos pontos mais importantes da pesquisa é aquele que avalia a possibilidade de o mogiano vir a votar em quem autorizar o pedágio. Quando indagados, 80% disseram que não votariam, “de jeito nenhum” em um candidato a governador ou a vice-governador que tivesse autorizado a instalação do pedágio em Mogi das Cruzes, enquanto 12% admitiram que “poderiam votar” e outros 3% garantiram que “com certeza” votariam em um candidato a governador ou a vice que tivesse autorizado a instalação do posto de cobrança na Mogi-Dutra. Cinco por cento não souberam ou não quiseram responder. Os cálculos feitos pelo instituto de pesquisa Ipec mostram um saldo negativo de -65% calculado a partir das respostas oferecidas, somando-se aqueles que “com certeza” votaria e os que “poderiam votar” e subtraindo dos que não votariam “de jeito nenhum” nos idealizadores do pedágio para a cidade.

Detalhes

Entre os 195 entrevistados do sexo masculino, 78% se disseram prejudicados com a instalação do pedágio, 10% disseram que não seriam beneficiados e nem prejudicados, enquanto 6% viram benefício no pedágio. Enquanto isso, entre as 233 entrevistadas do sexo feminino, 74% se mostram prejudicadas com o pedágio e 9% beneficiadas, enquanto para 10% das mulheres a obra não beneficiaria e nem prejudicaria.

Entre os entrevistados, o maior índice de quem se sente prejudicado com o pedágio está entre as pessoas da faixa etária de 35 a 54 anos: 79%. O segundo maior índice, 76%, foi detectado entre os que têm de 16 a 34 anos, enquanto entre os acima de 55 anos,75% se dizem prejudicados. É nesta mesma faixa etária que a pesquisa detectou o maior índice de indiferentes: 12%.  Já maior índice de pessoas que se dizem beneficiadas com o pedágio foi encontrado entre os que estão na faixa dos mais novos, entre 16 a 34 anos: 9%.

Está entre os pesquisados com grau superior de escolaridade o maior percentual de prejudicados: 82%, contra 78% de quem tem ensino médio e 66% do ensino fundamental. Conforme a escolaridade, o maior índice dos que acham que não serão beneficiados e nem prejudicados, 16%, foi detectado entre entrevistados do ensino fundamental, 9% do ensino médio  e 8% do superior.

Já entre os que se sentem beneficiados com a instalação do pedágio, 9% são do ensino médio, 8% do fundamental e 4% do superior.
Na avaliação calculada de acordo com a renda familiar dos entrevistados, a Ipec mostrou que entre os que ganham mais de 2 salários mínimos, 79%, são os que sentem mais prejudicados,  seguidos de 77% (mais de um e dois salários) e  70% (até 3 salários mínimos).
O maior percentual (9%) dos que se dizem beneficiados com o pedágio está entre os que ganham até 3 SM; assim como 8% entre os que recebem de 1 a 2 SM; e 6% dos que ganham mais de 2 SM.

Conforme a religião, o maior percentual (79%) de descontentes são de evangélicos, enquanto o segundo maior (75%), são de católicos e 74% de outras religiões. Entre os que sentem beneficiados com o pedágio, 10% são de evangélicos; 5% entre os católicos e  7% de outras religiões.

Já conforme a cor/raça, 76% dos brancos e 76% dos negros se dizem prejudicados com o pedágio, enquanto 78% de outras cores ou raças têm a mesma opinião. Sentem-se beneficiados com o pedágio 8% de brancos, 7% de negros/pardos. De outras cores ou raças, ninguém (0% ) se diz favorecido pela obra.

A pesquisa

A pesquisa que teve como objetivo “levantar a percepção da população de Mogi das Cruzes sobre a implementação do pedágio na rodovia Mogi Dutra” foi realizada pelo instituto Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, junto a 406 pessoas de Mogi das Cruzes, maiores de 16 anos, entre os dias 7 e 8 de agosto de 2021. A consulta foi contratada, em conjunto, pela Associação Gestora do Distrito do Taboão (Agestab),  Agência de Fomento Empresarial (Agefe) e Sindicato do Comércio de Mogi das Cruzes (Sincomércio).

A margem de erro máxima estimada é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra, enquanto o nível de confiança utilizado é de 95%.

A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas pessoais, com utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores devidamente treinada para abordagem deste tipo de público.
O instituto Ipec impõe um rígido sistema de controle de qualidade à consulta: há filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas, com fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários.

Para efeito de tabulação foram consideradas as seguintes variáveis: sexo (masculino e feminino); grupos de idade (16 a 34 anos; 35 a 54 anos; 55 anos e mais); renda familiar, em salários mínimos (mais de 2; mais de 1 a 2; até 1); religião (católica, evangélica e outras); e raça/cor (branca, preta/parda e outras).

O (a) senhor (a) será beneficiado ou prejudicado com a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra

PREJUDICADO………………………………………………..76%
NEM PREJUDICADO E NEM BENEFICIADO….10%
BENEFICIADO…………………………………………………07%
NÃO SABE/NÃO RESPONDEU…………………………07%
Fonte:Ipec- Inteligência em pesquisa e Consultoria

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