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Mogi amplia pressão contra fechamento definitivo da cancela da Dr. Deodato

Questionamentos nas redes sociais sobre o acordo firmado pela Prefeitura e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a pressão de lideranças do comércio e de moradores do bairro do Mogilar, e a proximidade da data para o fechamento definitivo da cancela da rua Dr. Deodato Wertheimer, no centro, nutrem a artilharia dos movimentos iniciados na […]

Por O Diário
26/03/2022 18h16, Atualizado há 53 meses

Questionamentos nas redes sociais sobre o acordo firmado pela Prefeitura e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a pressão de lideranças do comércio e de moradores do bairro do Mogilar, e a proximidade da data para o fechamento definitivo da cancela da rua Dr. Deodato Wertheimer, no centro, nutrem a artilharia dos movimentos iniciados na última semana de dezembro, quando um aviso da estatal firmou o prazo  para acabar com a passagem de pedestre entre as duas partes da cidade por ali: inicialmente, a data seria no dia 2 de janeiro, o que foi  levado para março e, depois, para o primeiro dia de julho.

A criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para estudar o caso e cobrar a instalação de uma passarela – o que não está previsto inicialmente, e uma reunião entre comerciantes, moradores e políticos na Igreja Manancial da Fé, localizada no Mogilar, arregimentam apoiadores à luta que questiona o fim da travessia, que irá isolar ainda mais as duas partes da cidade separadas pela linha férrea.

O morador do centro e do Mogilar tem a passarela Bento Antonio de Oliveira, na rua Padre João – onde, à noite, as pessoas temem utilizar – ou depende do trem passar na rua Cabo Diogo Oliver para se locomover.

Esse movimento cobra a abertura de mais uma passarela – antes que a da Cabo Diogo se transforme em realidade com a execução do projeto de construção da Estação Mogi – plano antigo da CPTM.

Essa reivindicação ganhou aliados estratégicos nesta semana com a criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) na Câmara Municipal, e a união de lideranças e entidades ligadas ao comércio e a moradores do Mogilar, apadrinhada pelo deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Esse grupo se reuniu na quinta-feira (25) e vai esperar até o dia 15 de abril, por outro posicionamento da CPTM – que não seja o fechamento, sem uma alternativa para atender ao pedestre.
O prefeito Caio Cunha (PODE) tem afirmado que não para de lutar e busca uma alternativa para a cidade. Ele, no entanto, não se fia em um acordo não formal, feito entre técnicos da CPTM e a da Prefeitura, antes da construção da passagem subterrânea da Cabo Diogo. Em reportagens e encontros, daquela época, a promessa era o Estado construir a nova estação e, Mogi, o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio. A Prefeitura entregou a obra. A CPTM busca até hoje recursos financeiros para dar aos passageiros mogianos terminais adaptados ao modelo de todo o trecho Mogi-Luz.

Na Câmara, convocações de representantes da Prefeitura e CPTM devem alimentar o tema nas próximas semanas.

O fechamento da passagem foi anunciado à cidade, em dezembro, por meio de um cartaz – o que também eleva a temperatura, sobretudo nos bastidores dos poderes Executivo e Legislativo pela falta de diálogo. Comerciantes fazem um abaixo-assinado para sensibilizar o poder público sobre o impacto econômico representado pelo fim da presença diária de milhares de pessoas na via.

O que diz a CPTM 

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) afirma que o fim da cancela vinha sendo negociado com Mogi das Cruzes há 30 anos e foi protelada enquanto se esperava a construção de passagens subterrâneas, que são de responsabilidade do município.

A O Diário, a estatal confirma que o procedimento para a eliminação da cancela está em andamento, segundo acordo firmado em 7 de janeiro com a Prefeitura, e “consignado na Justiça”.  

A empresa admite estudos de medidas para minimizar o impacto da medida na vida da população, porém, realça que as intervenções para viabilizar tanto as travessias em nível, quanto a mão de obra para operação das passagens, ficaram sob responsabilidade da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Não há detalhes, no entanto, do que seriam essas medidas saneadoras.

Como em outras oportunidades, a CPTM lembra que a eliminação desta passagem é fundamental para aumentar a velocidade de circulação dos trens e diminuir o intervalo médio entre composições no trecho entre Mogi das Cruzes e Guaianases, dos atuais oito para sete minutos.

Segundo previsão da companhia, com o fim dessa cancela serão beneficiados “680 mil passageiros de toda a Linha 11-Coral e dos municípios de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo, além dos passageiros do próprio município”, conforme diz nota. 

Nos questionamentos, a CPTM não comenta a promessa de modernização e adequação das quatro estações de Mogi, que seguem fora do padrão de todos os demais terminais. 

 

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