Mogi-Dutra, uma duplicação difícil de ser concluída
Uma superficial avaliação nos termos da licitação aberta na quarta-feira passada (29) pelo DER com objetivo de contratar uma empresa especializada para executar o projeto de duplicação da última etapa de 1,3 km da Mogi-Dutra, permite que se chegue à seguinte conclusão: dificilmente esta obra será concluída pelo atual governo de João Doria Júnior (PSDB). […]
05/10/2021 17h08, Atualizado há 59 meses
Uma superficial avaliação nos termos da licitação aberta na quarta-feira passada (29) pelo DER com objetivo de contratar uma empresa especializada para executar o projeto de duplicação da última etapa de 1,3 km da Mogi-Dutra, permite que se chegue à seguinte conclusão: dificilmente esta obra será concluída pelo atual governo de João Doria Júnior (PSDB).
Senão vejamos: a recente licitação para se projetar perto de 2 km de obras, deve ser concluída somente no dia 8 de novembro próximo.
Se não houver qualquer contratempo, como recursos ou algum outro tipo de interferência, a empresa vencedora ainda terá longos oito meses para concluir seu trabalho.
Ou seja, previsão para o mês de julho do ano eleitoral de 2022.
O governo do Estado terá, então, de abrir uma nova concorrência pública. Desta vez para escolher a empresa que ficará responsável pela execução do projeto.
E aí, serão mais seis meses, no mínimo, para a nova definição, que também poderá estar sujeita a chuvas e trovoadas, representadas pelos possíveis recursos de derrotados, insatisfeitos com o resultado final da disputa.
Isso significa que caso tudo saia dentro do prazo previsto, já terá chegado o final do próximo ano, o derradeiro da atual administração.
A obra, se vier a ser contratada por Doria, somente será executada pelo seu sucessor no cargo de governador.
E, dessa forma, um trabalho aparentemente simples, que não deveria ter ficado para trás no projeto de duplicação da Mogi-Dutra – pois fazia parte dele -, acabou sendo novamente prometida pelo DER para o mês de março deste ano e agora poderá se transformar num passivo que entrará na conta do futuro ocupante do Palácio dos Bandeirantes.
Mais um símbolo do que foi o governo João Doria para Mogi das Cruzes, o qual, além de não concluir a duplicação de algo em torno de sete quilômetros da rodovia Mogi-Dutra, ainda continua ameaçando a toda população da região do Alto Tietê com absurda instalação de um pedágio num trecho de dez quilômetros da mesma via, localizado entre o trevo da Ayrton Senna e o bairro da Ponte Grande, em Mogi.
É claro que as explicações para tantos atrasos e serviços mal acabados deverão incluir os efeitos da pandemia de Covid-19, que passou a ser a justificativa para todos os desacertos do atual governo.
Só que a obra da Mogi-Dutra já poderia estar concluída bem antes do agravamento da crise na saúde, se os prazos iniciais tivessem sido cumpridos por Doria e seus antecessores no governo do Estado de São Paulo.