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MP investiga Rodrigo Gambale por reter salário de assessor; deputado alega perseguição

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve autorização do Tribunal de Justiça do Estado para instaurar um inquérito criminal para investigar denúncia contra o deputado estadual Rodrigo Gambale Vieira (PODE). Segundo representação feita pelo advogado Marcus Vinicius Santana Matos Lopes à Promotoria Pública, o parlamentar teria mantido uma funcionária fantasma em seu gabinete […]

10 de agosto de 2022

Reportagem de: O Diário

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve autorização do Tribunal de Justiça do Estado para instaurar um inquérito criminal para investigar denúncia contra o deputado estadual Rodrigo Gambale Vieira (PODE). Segundo representação feita pelo advogado Marcus Vinicius Santana Matos Lopes à Promotoria Pública, o parlamentar teria mantido uma funcionária fantasma em seu gabinete na Assembleia Legislativa. A O Diário, o deputado que vai disputar uma vaga na Câmara Federal nega tal prática, afirma que tem sido vítima de falsas acusações por causa da disputa eleitoral.

De acordo com a denúncia, Eloisa Catarina de Assis teria sido nomeada assessora de gabinete do partalmentar. No entanto, consta nos autos, que “ela não exercia nenhuma função e repassava os vencimentos ao deputado, com exceção do vale-refeição”.

O MP vai investigar a prática conhecida pelo emprego de funcionário fantasma, após decisão da desembargadora Márcia Regina Dalla Déa Barone. A autoridade afirma que “considerando a motivação apresentada e os elementos que a instruem, autorizo a instauração do procedimento investigatório criminal, com o objetivo de apurar os fatos descritos na inicial”.

O Diário encaminhou um pedido de posiconamento ao deputado que possui base em Ferraz de Vasconcelos e teve homologada pelo Podemos,  a candidatura a deputado federal, nas eleições 2022. Em resposta, Gambale explica que “desconhece qualquer processo ou decisão judicial que envolva funcionário de seu gabinete. Destaca, todavia, que por motivos eleitorais vem sofrendo injustos e levianos ataques por parte de adversários incomodados com sua atuação séria e dedicada em prol dos paulistas e do nosso Estado”.

Embora tenha sido questionado, o deputado não comentou sobre o teor da acusação e nem sobre detalhes sobre a contratação e o tempo de duração do contrato mantido com Eloísa Catarina de Assis.

O parlamentar disse, no entanto, que irá acionar os autores de tais denúncias, acrescentando que “suas ações sempre se pautaram pela lisura, com muito trabalho e dedicação. Os resultados de seu mandato falam por si mesmos. Falsas acusações serão devidamente esclarecidas e providências contra os seus autores serão tomadas”.

O jornalista Darwin Valente noticiou uma outra denúncia feita pelo MP contra o deputado há três meses (confira reportagem).

Na denúncia anterior, o parlamentar era acusado de ter praticado 26 peculatos relativos ao pagamento de 26 salários para a confeiteira Josiane Patrícia Alvarenga , entre os anos 2019 e 2021.

No total, teriam sido desviados R$ 120,7 mil, já que durante o período das apurações, ela  foi fotografada trabalhando em uma panificadora da cidade de São Manuel, no interior paulista.

À época, questionado sobre o assunto pelo Estadão, o gabinete de Gambale disse que não reconhecia a prática, e nem foi notificado sobre a questão. A assessoria do parlamentar atribuiu a denúncia ao ano eleitoral e afirmou que “a inocência  de todos será comprovada.”

 

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