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Polícia de Mogi investiga morte de Pedrinho Matador executado na Ponte Grande

O encontro de um veículo Gol preto usado por homens que mataram o conhecido assassino em série, Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador, e o depoimento de testemunhas são o ponto de partida da investigação conduzida pelo delegado Rubens José Ângelo, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes. O […]

6 de março de 2023

Reportagem de: O Diário

O encontro de um veículo Gol preto usado por homens que mataram o conhecido assassino em série, Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador, e o depoimento de testemunhas são o ponto de partida da investigação conduzida pelo delegado Rubens José Ângelo, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes.

O serial killer brasileiro foi executado em frente à casa de familiares na rua Pedro Rodrigues Costa, no bairro da Ponte Grande, na manhã do domingo (5). 

A Polícia Civil procura os autores da morte do homem conhecido por ter matado mais de 100 pessoas, segundo ele mesmo somava, sendo que há registro oficial de 71 assassinatos –  a maioria praticada dentro de presídios onde ele viveu 42 dos 68 anos que tinha. 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que investiga a morte que foi efetuada por disparos de arma de fogo, com os suspeitos fugindo logo após o crime.

O caso foi registrado como homicídio qualificado e localização/apreensão de veículos.

Conversão

Mesmo com um passado marcado pela violência e crimes, o apelido no diminutivo foi mantido pelo autor dos assassinatos que foi surpreendido enquanto estava com uma sobrinha no colo – ele faria 69 anos em outubro e estava em liberdade, segundo algumas fontes, desde 2018.

Desde então, performou uma carreira de influencer e se converteu à fé cristã, em um batismo feito pela Igreja Santidade e Arrependimento.

Em um dos vídeos do canal mantido por ele há um agradecimento ao pastor Julio César que mantinha a clínica para o tratamento da dependência, onde o ex-presidiário permaneceu durante três meses. No canal, ainda, ele pedia doações e publicava o número de uma conta bancária para contribuições.

VEJA TAMBÉM: Pastor publica vídeo sobre a morte de Pedrinho Matador.

No IML

Na manhã desta segunda-feira (6), o corpo do criminoso ainda estava no IML (Instituto Médico Legal) e a encomenda do caixão ainda não havia sido feito às duas funerárias que dividem o mercado na cidade; cemitérios ainda não tinham sido procurados para o agendamento do horário do sepultamento.

A morte de Pedrinho Matador tornou conhecida a vida do criminoso que, até o ano passado, estava ativo com a página Pedrinho Ex-Matador com Jesus. 

Nos intervalos entre as prisões, ele sempre residiu e frequentou casas de amigos e familiares em Mogi das Cruzes. 

Investigação

No domingo, ele estaria na casa de um tio, quando foi encontrado pelos executadores. Após ter isso alvejado, a Polícia encontrou um Gol preto, na estrada da Cruz do Século, que fica próxima à rua Pedro Rodrigues da Costa, que teria sido usado pelos dois atiradores. Eles teriam trocado de veículo, para um carro branco. As investigações prosseguem.

Crimes

Informações de fontes como o Memória da Polícia Civil de São Paulo, e entrevistas a jornais e redes de televisão, compõem um quebra-cabeça que ajuda a elaborar o perfil do psicopata que respondeu oficialmente por mais de 70 mortes, mas afirmava que havia matado mais de 100 pessoas – a maioria, dentro de presídios que ele frequentou.

Ele admitia os crimes, realçava detalhes impressionantes – como comer o coração do pai após tê-lo assassinato, e, mais no final da vida, advertia os mais jovens sobre a crueldade da opção pelo crime, dizendo que não se tratava de “brincadeira”.

O assassino acumulou penas que somavam mais de 400 anos de prisão – sendo que a legislação brasileira estipula um teto de até 40 anos de detenção para crimes hediondos.

Desde 2019, com a aprovação do chamado Pacote AntiCrime, o Código Penal Brasileiro prevê que: “O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos”.

Anteriormente a 2019, a pena máxima era 30 anos, mesmo que fossem somadas penas de outros crimes julgados, ou seja, 100, 200 ou 400 anos, como era o caso das puniões impostas a Pedrinho Matador, que assassinou, entre outros, o vice-prefeito da cidade de Alfenas – o motivo: o político havia demitido injustamente o pai dele.

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