Polícia investiga possível maus-tratos a bebê de quatro meses, em Mogi
A Polícia Civil investiga possível maus-tratos praticados contra um bebê de apenas quatro meses, em Mogi das Cruzes. O caso foi registrado na Central de Flagrantes, no começo da noite deste domingo (29). Uma conselheira tutelar de 63 anos procurou a unidade para fazer o registro. Ela contou que foi chamada pela Polícia Militar e […]
30/11/2020 10h09, Atualizado há 68 meses
A Polícia Civil investiga possível maus-tratos praticados contra um bebê de apenas quatro meses, em Mogi das Cruzes. O caso foi registrado na Central de Flagrantes, no começo da noite deste domingo (29).
Uma conselheira tutelar de 63 anos procurou a unidade para fazer o registro. Ela contou que foi chamada pela Polícia Militar e no local encontrou uma mulher que seria testemunha do caso e a mãe da criança.
Na versão da mãe, no dia 27 de outubro ela deixou a criança com a ex-sogra, que não é avó do bebê, em um apartamento na Vila Oliveira. O filho não apresentava nenhum hematoma na ocasião, segundo contou à polícia.
Já quando foi pegar o filho no dia seguinte, sábado (28), ele estava com escoriações nas costas, dos lados direito e esquerdo. Ela então decidiu comunicar a situação à polícia, neste domingo (29), que acionou o Conselho Tutelar.
Mãe e filho foram encaminhados à Santa Casa de Mogi. A criança foi examinada e o médico concluiu que não era impossível diagnosticar se houve agressão ou não. Ele relatou que realmente havia as lesões, em fase de cicatrização. Não foram identificadas fraturas e nem a necessidade de acompanhamento médico.
A mãe da criança contou ainda que após tomar ciência das lesões no filho questionou a ex-sogra, bem como a filha adolescente, de 15 anos, as quais haviam ficado com a criança no período, mas nenhuma “deu explicação plausível”, segundo o boletim de ocorrência.
O Conselho Tutelar não identificou a necessidade de retirar a guarda da criança, mas encaminhou a mãe para a rede de assistência psicológica e social do município.
A polícia solicitou ainda exames de corpo de delito para o bebê, bem como instaurou inquérito policial, que tramitará pelo 1 DP de Mogi.