Prefeito Caio terá de decidir sobre o futuro da Saúde
O prefeito Caio Cunha (PODE) tem em mãos um enorme problema a ser resolvido: a definição sobre que deverá substituir o secretário municipal de Saúde, médico Zeno Morrone Júnior, que deverá deixar o cargo no final deste mês. A saída de Zeno foi decidida na última sexta-feira (16) e, segundo informou o prefeito, teria sido […]
20/12/2022 07h00, Atualizado há 43 meses
O prefeito Caio Cunha (PODE) tem em mãos um enorme problema a ser resolvido: a definição sobre que deverá substituir o secretário municipal de Saúde, médico Zeno Morrone Júnior, que deverá deixar o cargo no final deste mês.
A saída de Zeno foi decidida na última sexta-feira (16) e, segundo informou o prefeito, teria sido uma iniciativa do profissional, que estaria deixando o cargo para encarar “novos desafios pessoais”. Zeno, entretanto, ainda se mantém em silêncio sobre sua exoneração, que já é dada como definitiva.
Até agora, dois nomes despontam como os mais prováveis para ocupar o cargo: a médica Rosângela Débora da Cunha, a Drª. Nenê, funcionária de carreira da Prefeitura e do vereador e médico Otto Flôres de Rezende (PSD).
A médica já teria sido sondada e, segundo rumores, exigido autonomia plena para montar a estrutura da Secretaria de Saúde de acordo com o seu perfil de trabalho.
Já o vereador Otto Rezende admitiu a esta coluna que poderia aceitar o convite, caso lhe fosse apresentado por Caio.
Ele já teria conversado com o prefeito sobre o assunto e estaria analisando a questão. Apesar da “vontade de auxiliar a administração municipal”, o médico e vereador se mostra impressionado com a complexidade do cargo.
Em meio às especulações sobre possíveis nomes, corre por fora o atual secretário William Harada, de Finanças. Ele acumularia as pastas de Finanças e Saúde, como já aconteceu quando prestava serviços à Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba. Nas especulações em torno de Harada, o nome da Drª Nenê, como uma possível secretária-adjunta.
Há muitas dúvidas a respeito dessa terceira hipótese, já que a estrutura das duas pastas é complexa demais para ser administrada por uma só pessoa.
Não dá para se comparar o que há para ser controlado na Saúde das duas cidades. A complexidade de Mogi é infinitamente superior à de Itaquá. O mesmo acontece em relação a Finanças.
Um outro complicador para quem não assumir com plenos poderes pode ser a convivência com o atual secretário-adjunto da pasta, o enfermeiro João Gabriel Vieira, “importado” de São Roque para o cargo pelo Podemos, e que acabou ganhando um poder de influência muito grande dentro da Secretaria, chegando a interferir até mesmo em assuntos de responsabilidade do titular do cargo.
Seja como for, o certo é que a mega estrutura da saúde pública de Mogi não poderá ficar acéfala, a partir do início do ano, quando Zeno Morrone já tiver ido embora.
Cabe, portanto, ao prefeito Caio Cunha decidir a tempo de quem vier a ser indicado tomar pé da situação atual da Secretaria de Saúde, antes de assumir o cargo.
Afinal, quem vier a assumir será o sexto secretário a assumir o cargo nos últimos quatro anos, desde a saída de Marcelo Delascio Cusatis, o Téo Cusatis, em meados da administração do ex-prefeito Marcus Melo (PSDB). Ele esteve no cargo por um longo período: sete anos e meio do governo de Marco Bertaiolli (PSD) e mais dois anos com Marcus Melo
Quando Téo saiu, no começo de 2019, assumiu a Drª Nenê como interina ou adjunta, substituída, tempos depois, pelo vereador e médico Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho, o Chico Bezerra (PSB).
Já no governo de Caio Cunha, a Saúde passou a ser conduzida pelo médico Henrique Naufel, que ficou no cargo durante boa parte da pandemia, tendo saído por conta de ter se vacinado fora de época contra a Covid-19, o que provocou forte reação do Ministério Público.
Em 2021, assumiu Andréia Toledo, guardando lugar para Zeno Morrone, que chegou a assumir e, logo em seguida, teve de sair, temporariamente, até que fosse publicada a sua aposentadoria como médico-chefe do Instituto Médico-Legal de Mogi das Cruzes.
Demorou algum tempo, mas logo que o O Diário Oficial do Estado publicou a concessão de sua aposentadoria, ele foi reconduzido ao posto de secretário, onde permanece até agora.
A decisão sobre sua exoneração ocorreu na última sexta-feira (16). No sábado (17), esta coluna divulgou a notícia.