Túmulo de religioso é atacado por ladrões no Cemitério São Salvador
Os dirigentes do Instituto Anna de Moura, entidade responsável por atender a crianças e jovens carentes da periferia do distrito de Braz Cubas, em Mogi, foram surpreendidos, na manhã desta segunda-feira (13), com a notícia de que o túmulo do Cemitério São Salvador, onde está sepultado o cônego João Antonio da Costa Bueno, fundador da […]
14/03/2023 07h10, Atualizado há 41 meses
Os dirigentes do Instituto Anna de Moura, entidade responsável por atender a crianças e jovens carentes da periferia do distrito de Braz Cubas, em Mogi, foram surpreendidos, na manhã desta segunda-feira (13), com a notícia de que o túmulo do Cemitério São Salvador, onde está sepultado o cônego João Antonio da Costa Bueno, fundador da instituição, havia sido violado durante o final de semana.
Além de um crucifixo, placa e letras feitas em bronze, foi levada também uma coroa banhada a ouro que ornamentava o túmulo do religioso.
A direção do Instituto Anna de Moura registrou os furtos junto à Polícia Civil, por meio de um boletim de ocorrência eletrônico, mas ao comparecer ao Cemitério São Salvador, no início da tarde, o primeiro vice-presidente da instituição, o advogado Elias Tomé da Silva Pires, ficou impressionado com o que encontrou por lá.
Segundo ele, a julgar pelas depredações visíveis nos túmulos de famílias conhecidas ou não de Mogi, o local tem sido frequentado permanentemente por marginais à procura de materiais para serem vendidos no mercado negro.
Numa rápida passagem de olhos, ele contou, ao lado do túmulo do cônego, pelo menos outros seis que tiveram as grades de metal da parte dianteira arrancadas. Essas grades são colocadas para fechar o túmulo e impedir o fácil acesso aos caixões, no interior das sepulturas.
“Eu conversei com um senhor que conhecia bem o local e ele disse que essas invasões e ataques têm sido constantes. Basta olhar para os túmulos para se ver como eles têm sido depredados para a retirada dos mais diferentes objetos, sejam de bronze ou algum outro tipo de metal. Uma roubalheira fantástica, que acontece especialmente durante a noite, quando não existem guardas para garantir a segurança do local”, afirmou Elias.
“Estão ocorrendo furtos diariamente neste cemitério. E em grande quantidade”, emenda ele, abismado com tudo o que encontrou no interior do mais tradicional cemitério da cidade, que sofre com o abandono e insegurança.
O outro lado
A coluna questionou a Prefeitura sobre os furtos no túmulo do fundador do Instituto Anna de Moura e a atuação da Guarda Municipal na segurança do Cemitério São Salvador. A resposta: “A Secretaria Municipal de Segurança informa que a segurança no Cemitério São Salvador é feita pela Guarda Municipal, por meio de rondas. Este trabalho vem sendo intensificado para ampliar a segurança no local. Além disso, o cemitério também conta com cercas do modelo concertinas nos muros, para prevenir invasões. Às famílias, a pasta orienta que sejam elaborados boletins de ocorrência sobre os casos e que a administração do cemitério seja informada sobre a ocorrência de furtos”.
Museus
A escolha da historiadora e especialista em gestão de políticas públicas culturais, Claudinéli Moreira Ramos, para o cargo de secretária municipal de Cultura parece ter ocorrido em boa hora. Com a experiência de quem coordenou, por cinco anos, a Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico do Estado de São Paulo, Claudinéli poderá reabrir, por exemplo, o Museu Guiomar Pinheiro Franco, fechado no início da atual administração, incentivar e dar nova vida aos museus dos Expedicionários Mogianos, da Festa do Divino Espírito Santo e de Arte Sacra, esses dois últimos ligados à Igreja Católica.
Deslizamento
Quem desceu a Serra do Mar a caminho de Bertioga, no primeiro final de semana após a liberação da rodovia, certamente viu e se assustou com um enorme deslizamento de encosta, ocorrido na altura do Km 87, a cinco quilômetros de distância de onde houve o afundamento da pista que interditou a estrada por 15 dias. O material que a chuva arrancou da encosta não chegou até a estrada porque ocorreu num trecho de serra relativamente distante da pista. Mas a marca do deslizamento, como uma grande cicatriz na vegetação, ainda pode ser vista por quem passa pela Mogi-Bertioga.
Pressão
A liberação, ainda que parcial da Mogi-Bertioga, após 15 dias de interdição, bem antes dos dois meses inicialmente previstos, não aconteceu por acaso. Muito pelo contrário. Com a situação já mais serenada, tem-se notícia de que houve uma pressão permanente do Palácio dos Bandeirantes para que a obra fosse concluída o mais rápido possível. Segundo apurou a coluna, o próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria se empenhado pessoalmente nas cobranças. A justificativa: se a situação da Rio-Santos, muito mais grave, foi solucionada em, no máximo, uma semana, por qual motivo a Mogi-Bertioga continuava interditada? O DER foi obrigado a “se virar nos trinta” e reabrir a estrada no final de semana.
Perigo à vista
Repercutiu intensamente na cidade a entrevista com o geólogo Silvio Antonio Canevare Pomaro, que fez algumas avaliações e previsões extremamente preocupantes em relação às condições de instabilidade das encostas da ligação Mogi das Cruzes-Bertioga. Silvio defende a construção de uma nova estrada e a transformação da atual em uma rodovia de apoio, sem um trânsito tão intenso como o atual. Para o geólogo, o fato de a estrada estar colada em rochas com 4,5 bilhões de anos representa um risco permanente de deslizamentos e outros perigos. O DER, até agora, nada disse sobre o assunto.
Cadeia
Foi parar na Polícia o caso das três universitárias de Bauru que gravaram um vídeo debochando de uma colega pelo fato de ela ter mais de 40 anos. A delegada Raquel Gallinati, diretora da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) do Brasil e embaixadora do Instituto Pró-Vítima, comenta sobre o que poderá resultar a brincadeira de evidente mau-gosto: “Elas estão sujeitas aos crimes de injúria e difamação, que dependem de representação. São crimes contra a honra, tanto subjetiva quanto objetiva. Elas também estão sujeitas ao crime de violência psicológica, que causa dano emocional à mulher mediante constrangimento, ridicularização e humilhação. Neste último, independe de representação da vítima. A pena de reclusão varia de seis meses a dois anos, além de multa.”
Cartórios e o Braille
O governador Tarcísio de Freitas sancionou, na última semana, lei determinando que os cartórios com sede no Estado de São Paulo passem a disponibilizar certidões de óbito, nascimento e casamento em escrita Braille. No Estado, são mais de 1,3 milhão de pessoas com deficiência visual que terão seu direito assegurado por meio da lei, que garante o amplo acesso às certidões. Os cartórios também deverão afixar cartazes de divulgação em suas sedes, em local de fácil visualização e com linguagem também em escrita Braille, por meio de placa, cartaz ou similar, informando que os documentos poderão ser disponibilizados em Braille, quando solicitado. A nova lei vigora a partir de 8 de abril.