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Câmara de Mogi das Cruzes cobra Saúde do Estado sobre falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo

Documento, assinado pelo vereador Romão (PCdoB), manifesta preocupação com a "reiterada falta de medicamentos" no local

Por O Diário
11/12/2025 12h54, Atualizado há 4 meses

Plenário da Câmara de Mogi das Cruzes | Divulgação/CMMC

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, nesta quarta-feira (10), uma moção de apelo que manifesta preocupação com a “reiterada falta de medicamentos” essenciais na Farmácia de Alto Custo do Município. O texto é de autoria do vereador Rodrigo Romão (PcdoB) e foi encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, ao Departamento Regional de Saúde (DRS) e à coordenação da Farmácia de Alto Custo.

“O governador colocou mais impostos na nossa Região por meio dos pedágios. E, mesmo assim, ele está deixando faltar medicamentos básicos, como insulina, na Farmácia de Alto Custo. O governador apenas mente para nós, seu apelido é Pinóquio de Freitas. Ele inclusive fechou a Furp (Fundação para o Remédio Popular). O impacto está sendo enorme para todos os pacientes da nossa região. É lamentável. Também faltam fórmula infantil, morfina, entre outros remédios”, disse Romão ao justificar o documento.

O texto da Moção ressalta que a Farmácia de Alto Custo é responsável pelo fornecimento contínuo de remédios indispensáveis para o tratamento de doenças graves, crônicas e raras. Segundo o vereador Rodrigo Romão, pacientes têm enfrentado “interrupções de tratamento, atrasos sucessivos, ausência de informação e deslocamentos frustrados“, retornando para casa sem a medicação necessária.

O desabastecimento, de acordo com o vereador, é recorrente e tem provocado agravamento de quadros clínicos, aumento de internações e sobrecarga financeira para as famílias.

Diante desse cenário, a Moção de Apelo aprovada pela Câmara solicita medidas urgentes para regularizar o abastecimento de medicamentos essenciais.

Em um dos trechos da Moção, Romão ainda pede a apresentação de “um plano de ação, público e detalhado, contendo cronograma de reposição, estratégias de gestão de estoque, previsão de entregas pelos fornecedores e medidas de prevenção a novos desabastecimentos.”

Além disso, o documento aprovado requer a implementação de um protocolo de transparência e comunicação com os usuários, com a divulgação periódica de listas de medicamentos disponíveis e esclarecimentos sobre eventuais atrasos.

A redação do O Diário procurou a Secretaria de Saúde do Estado e questionou a pasta a respeito da falta de medicamentos apontada pelo vereador e dos pedidos feitos na moção. Em nota, a SES informou que lamenta o ocorrido e que a “Farmácia de Medicamentos Especializados (FME) de Mogi das Cruzes está sendo abastecida e a regularização total dos itens está prevista para segunda-feira (15)“.

A nota ainda ressalta que a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) opera uma rede de distribuição de medicamentos com movimentação superior a 81 toneladas de itens por mês e que, diante desse volume, “a coordenação vem conduzindo ajustes operacionais previstos para este período inicial de contrato, mantendo monitoramento contínuo para evitar impactos e assegurar o abastecimento regular das unidades“.

“Com o novo contrato, o Governo de São Paulo avança na descentralização dos medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, que permitirá a entrega direta aos municípios. Essa mudança aprimora a logística, reduz custos para as prefeituras”, conclui a nota.

*Matéria atualizada às 9h do dia 12 para inserir a nota da Secretaria de Saúde do Estado

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