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Ex-aliados dizem que ‘faltou preparo’ e criticam postura de Caio Cunha enquanto prefeito

Priscila, Komura e Malu já fizeram parte da base do prefeito, mas passaram a apoiar a prefeita eleita Mara Bertaiolli após um ‘racha’; vereadores eleitos participaram do O Diário Entrevista

Por Fabricio Mello
29/10/2024 22h28, Atualizado há 22 meses

Os vereadores eleitos com Saulo Tiossi | Josué Suzuki

Falta de preparo, diálogo e postura: esses foram os fatores que – segundo os vereadores eleitos Malu Fernandes (PL), Pedro Komura (União) e Priscila Yamagami (PP) – resultaram na rejeição, e eventual não reeleição, do atual prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode). As declarações foram dadas durante o programa O Diário Entrevista, realizado na última sexta-feira (25).

O programa, vale ressaltar, vai ao ar toda sexta-feira, às 10h. Apresentado pelo jornalista Saulo Tiossi, O Diário Entrevista conta com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube e pelas redes sociais do O Diário. Após o encerramento da live, a gravação fica disponível para quem não conseguiu assistir o ao vivo.

Veja o trecho da entrevista:

Um fator importante a ser destacado é que Komura, Priscila e Malu já foram da base e aliados de Caio, mas se distanciaram e terminaram apoiando a candidatura da prefeita eleita, Mara Bertaiolli (PL).

Para Komura, que foi secretário de Desenvolvimento Econômico durante a gestão de Caio Cunha, o atual prefeito não tinha a postura necessária para o cargo que ocupa. 

“Mogi é uma cidade bem conservadora. No meu ponto de vista, a postura do Caio Cunha muitas vezes agredia visualmente. O pessoal não tá acostumado com uma pessoa com tatuagem, por exemplo. Então, o pessoal comentava: ‘É fora dos padrões’. O fliperama dentro do gabinete, por exemplo, passava uma imagem ruim.”

Entretanto, a visão do vereador mais velho da casa – que, atualmente, segue para sua décima legislatura – foi questionada pela mais nova, Malu Fernandes. Para ela, que surgiu como parte dos aliados de Caio Cunha, a gestão foi o que deixou a desejar.

“Não é o ponto de ser jovem ou tatuado, é a questão da gestão que falhou. Houve uma falta de preparo nesse processo e a escolha da equipe não foi muito positiva, exceto alguns casos que a gente conhece do trabalho. Na composição do time, havia pessoas inexperientes com gestão pública.”

Malu e Komura, ainda durante o programa, também ressaltaram a questão de que as pessoas que compuseram o primeiro escalão de Caio não eram da cidade e não conheciam a realidade da cidade.

Priscila, atual vice-prefeita e vereadora eleita, também falou sobre o tema. Para ela, a falta de diálogo com pessoas mais experientes na gestão da cidade foi o grande problema.

“Quando a gente tem uma gestão que não tem a vivência na máquina, você precisa transacionar com as pessoas que estão lá e que tem experiência. É um avião em voo e você está trocando as peças, não tem como baixar esse vôo com a experiência de quem faz esse trabalho.”

Como exemplo dessa falta de diálogo, Priscila citou o episódio da unidade do Mogi Fácil de Biritiba Ussu. Segundo a vice-prefeita, houve uma demora na instalação do equipamento pela ausência do diálogo entre as pessoas experientes, que já eram da equipe da prefeitura, e as pessoas novas, ainda inexperientes em relação à gestão pública.

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