Jararaca é capturada às margens do Rio Tietê, em trecho urbano do Mogilar
Serpente foi removida com segurança pela equipe e encaminhada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Mogi das Cruzes, onde passa por avaliação clínica
02/10/2025 17h15, Atualizado há 6 meses
Jararaca é capturada por equipe do Centro de Controle de Zoonoses, às margens do Rio Tietê, no trecho urbano | Divulgação/PMMC
Uma cobra jararaca (Bothrops jararaca) foi capturada, nesta quinta-feira (2/10), às margens do trecho urbano do Rio Tietê, na altura do Clube Náutico Mogiano, no Mogilar. A ação aconteceu após o chamado feito pelo responsável de uma empresa localizada nas proximidades, que identificou o animal no local.
A serpente foi removida com segurança pela equipe e encaminhada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Mogi das Cruzes, onde passa por avaliação clínica. Após os procedimentos, a jararaca será devolvida ao seu habitat natural.
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Segundo o veterinário Jefferson Leite, diretor da Vigilância em Saúde, com a chegada da primavera e o início do período chuvoso, cresce a incidência de acidentes com serpentes em todo o Estado de São Paulo.
“Essa época do ano é marcada pelo aumento da atividade dos animais peçonhentos, que saem em busca de alimento e abrigo, muitas vezes se aproximando de áreas habitadas pelo homem”, explicou.
Na região do Alto Tietê, as jararacas são responsáveis por cerca de 80% dos acidentes envolvendo serpentes, especialmente em áreas rurais, matas e até zonas periurbanas. O veneno da espécie pode causar dor, inchaço, sangramentos e alterações na coagulação sanguínea. Em casos de intoxicações graves, pode levar à morte.
Já as cascavéis (Crotalus durissus), embora menos frequentes, provocam acidentes geralmente mais graves, com risco de insuficiência renal e alterações neurológicas. As ocorrências com corais-verdadeiras (Micrurus) são raras, mas de alta gravidade devido ao veneno neurotóxico.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta que, em situações de ataque por serpentes, é fundamental: procurar imediatamente atendimento médico; não tentar sugar o veneno, cortar o local da picada ou fazer torniquetes; manter a vítima em repouso; e, sempre que possível, levar informações sobre a serpente para auxiliar no diagnóstico.
O único tratamento eficaz é o soro antiofídico, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na região, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi, é a unidade de referência para aplicação do soro.
O Centro de Controle de Zoonoses pode ser acionado pelos telefones (11) 4798-6785, 4798-6917 ou 153 (plantão da Zoonoses, após o expediente e aos finais de semana), em caso de informações ou necessidade de recolhimento de serpentes.