Líderes de esquema de remédios falsificados estavam na lista da Interpol; operação teve alvo em Mogi
Para realizar a captura do casal e evitar a fuga, a Polícia Civil de São Paulo solicitou a inclusão dos procurados na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol)
06/08/2025 16h21, Atualizado há 8 meses
A Polícia Civil de São Paulo fechou o cerco contra uma organização criminosa responsável pela falsificação e venda de remédios emagrecedores e anabolizantes. Um dos alvos da operação, inclusive, foi Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde foram cumpridos mandados judiciais na terça-feira (5/8). Ao todo, 26 pessoas envolvidas no esquema foram presas temporariamente em diversos Estados do País.
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A ação chegou até o Paraguai, onde um homem, de 33 anos, e uma mulher de 27 foram detidos. Segundo as investigações, o casal seria líder de um possível esquema criminoso que fraudava remédios. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), ambos se mudaram para o País há cerca de um mês, de onde comandavam as ações da quadrilha.
“Eles solicitaram a cidadania no Paraguai para fugir da Justiça brasileira e não enfrentar as acusações criminais contra eles”, explicou o delegado Ronald Quene, coordenador da operação.
Para realizar a captura do casal e evitar a fuga, a Polícia Civil de São Paulo solicitou a inclusão dos procurados na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) durante o cumprimento dos mandados. Eles foram detidos pela polícia local e serão transferidos ao Brasil nesta quarta-feira (6/8).
Segundo o trabalho de inteligência dos investigadores, o casal atua junto há pelo menos dez anos no esquema ilegal. O homem, inclusive, já respondeu criminalmente pela mesma prática ilícita em 2021.
De acordo com os dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a organização criminosa conseguiu movimentar R$ 25 milhões nos últimos cinco anos. Os envolvidos produziam os medicamentos ilegalmente e vendiam os produtos pela internet aos clientes sem a apresentação de receita médica de controle especial.
A polícia também solicitou uma medida técnica para suspender o site utilizado pelo grupo criminoso.
Além das duas prisões no Paraguai, a Polícia Civil prendeu mais 12 suspeitos em São Paulo. No Estado, a operação contou com o apoio de 255 equipes compostas por 510 policiais civis para o cumprimento de ordens judiciais em 12 municípios paulistas.
Os mandados foram cumpridos na capital, em Guarulhos, Mogi das Cruzes, Cotia e São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e em São José dos Campos, Jacareí, Campinas, Jundiaí, Louveira, Sumaré e São José do Rio Preto, no interior paulista.
Todos os departamentos de Polícia Judiciária de cada região prestaram apoio à operação, coordenada pela 1ª Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Cerco).
Ao todo, foram cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão temporária. A ação também foi realizada nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Amazonas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Para chegar aos procurados, os investigadores da Polícia Civil se passaram por clientes para descobrir o esquema de falsificação de remédios. O bando era investigado há mais de um ano.