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Lintz deixa sessão na Câmara e provoca manifestantes: ‘Vagabundos e maconheiros’

Movimento de Trabalhadores da Cultura Independente (MTCI) pede cassação do vereador alegando invasões, ataques homofóbicos e misóginos; parlamentar responde com provocação em frente à prefeitura

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01/10/2025 16h32, Atualizado há 2 meses

O vereador Felipe Lintz (PL) voltou a protagonizar polêmicas em Mogi das Cruzes na tarde da última terça-feira (30/9). Durante uma manifestação realizada em frente ao Paço Municipal, que pedia a cassação de seu mandato, o parlamentar deixou a sessão da Câmara, se dirigiu ao ato e respondeu aos presentes exibindo uma carteira de trabalho. “Fogem de uma carteira de trabalho assim como o demônio foge de uma cabeça de alho”, disse em tom de provocação. Ele ainda chamou os manifestantes de “maconheiros e vagabundos”.

  • O Diário entrou em contato com assessoria do vereador Felipe Lintz e aguarda uma nota do parlamentar. A Câmara Municipal também foi procurada. A reportagem será atualizada conforme os posicionamentos chegarem.

A principal argumentação do Movimento de Trabalhadores da Cultura Independente (MTCI), responsável pela organização da manifestação, é baseada em episódios envolvendo o vereador, como supostas invasões armadas a espaços culturais da cidade, além de possíveis “ataques homofóbicos e misóginos” durante sessões da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes.

Em resposta às acusações de invasão, o vereador publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que se tratava de uma ação de fiscalização realizada em conjunto com a administração municipal, voltada a festas, bares, adegas e casas de shows que operam de forma irregular em Mogi das Cruzes. “Nestas fiscalizações, nós encontramos menores de idade em situações insalubres”, declarou Lintz.

A manifestação teve início em frente à prefeitura e à Câmara Municipal. À noite, o ato seguiu pelas ruas de Mogi das Cruzes, mantendo faixas, cartazes e palavras de ordem em protesto contra as ações e declarações do vereador.

Outra alegação do MTCI é baseada na moção de repúdio contra pessoas em situação de rua que teriam recusado atendimento médico e de profissionais da Assistência Social. O texto recebeu críticas de outros vereadores, e Lintz acabou retirando a moção, afirmando, entretanto, que pretende reapresentá-la posteriormente.

Além disso, o MTCI baseia-se nas declarações e debates acalorados recentes envolvendo Lintz na Casa de Leis mogiana. Durante a sessão do dia 10 de setembro, o parlamentar chegou a chamar a colega vereadora Inês Paz (PSOL) de “analfabeta”.

No dia seguinte, Lintz publicou uma nota se desculpando pelo ocorrido: “Em um momento de exaltação, utilizei palavras impróprias e desrespeitosas, pelas quais peço sinceras desculpas à vereadora Inês Paz”, disse. 

O MTCI também menciona uma moção de repúdio de Lintz contra o cantor Johnny Hooker. O texto, de autoria de Lintz, condenava uma fala do artista em 2018, quando, durante o Festival de Inverno de Garanhuns, ele afirmou que Jesus era “bicha”, “travesti” e “transexual”. O artista se apresentou no Sesc Mogi das Cruzes no dia 20 de setembro e, em razão disso, o vereador levou a moção ao plenário.

No plenário, durante a sessão, Lintz chamou os manifestantes de “vagabundos”, dizendo que o povo presente “não poderia ser boa coisa” por estarem acompanhando a sessão às 16h. Além disso, falou sobre o cabelo de um dos presentes e de seu vestuário.

O que diz a prefeitura?

Em nota, a administração municipal informou que o secretário municipal de Segurança, Gilberto Ito, tomou a iniciativa de conversar com três representantes do movimento: 

“Ito recebeu três representantes na sala de reuniões de sua secretaria, ouviu todas as demandas, explicou cada uma delas e os orientou no que era necessário“, informou.

O diálogo foi totalmente pacífico e produtivo, tendo ficado combinado que eles terão uma nova reunião para tratar de forma prática como a prefeitura pode ajudá-los”, completou a administração. A data da reunião, no entanto, não foi divulgada. 

Polêmicas na Câmara

Lintz já se envolveu em outros debates polêmicos neste primeiro ano de sua legislatura como parlamentar. O primeiro caso de desentendimento em plenário ocorreu com o vereador Iduigues Ferreira Martins (PT), no dia 12 de fevereiro, por conta de uma moção de aplauso ao Partido dos Trabalhadores pelo aniversário de 45 anos de fundação. Os parlamentares trocaram ofensas, com Iduigues chamando Lintz de “chupetinha de Mogi”, referência ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Na sessão seguinte, em 19 de fevereiro, Lintz apresentou uma indicação para “dissipar” a ocupação da Vila São Francisco, provocando novo bate-boca na Casa de Leis. Ao rebater críticas sobre o termo, os dois vereadores discutiram novamente, e Lintz acabou retirando o texto.

Durante a votação da moção de repúdio à corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no dia 14 de maio, proposta pela vereadora Priscila Yamagami (PP), Lintz chamou o colega Rodrigo Romão (PCdoB) de “vagabundo” no plenário, após troca de acusações. Apesar do clima tenso, a moção foi aprovada pelo Legislativo mogiano.

No mesmo debate, Lintz também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “canalha, ladrão de aposentados, vagabundo e bêbado” e acusando o Governo Federal de prejudicar aposentados e pensionistas.

À época, Rodrigo Romão rebateu as acusações, dizendo que o vereador “distorce os fatos” ao omitir que as investigações começaram em 2021, ainda durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Ele também criticou o comportamento de Lintz, chamando-o de “desrespeitoso” e acusando-o de agir de forma “ridícula” até em suas redes sociais.

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