Minha Casa, Minha Vida movimenta R$ 440 milhões de financiamentos em Mogi das Cruzes
Programa habitacional impulsiona lançamentos e amplia acesso à moradia na cidade, que registrou 2.292 contratos firmados entre os anos de 2024 e 2025
13/11/2025 18h17, Atualizado há 23 dias
Programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado em 2023 | Foto: Ministério das Cidades/Divulgação
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem sido um dos grandes motores do mercado imobiliário em Mogi das Cruzes, movimentando mais de R$ 440 milhões em financiamentos apenas entre 2024 e o primeiro semestre de 2025, segundo dados da Caixa Econômica Federal. O volume expressivo de crédito reflete a força do programa na cidade, que também registra novos empreendimentos e expansão nas faixas de renda atendidas.
Assista conteúdos exclusivos de O Diário no TikTok
Faça parte do canal de O Diário no WhatsApp
Acompanhe O Diário no Instagram e fique por dentro de tudo em tempo real.
Os números mais recentes da Caixa Econômica Federal confirmam a tendência de crescimento. Em 2024, foram firmados 1.379 contratos do MCMV em Mogi das Cruzes, totalizando aproximadamente R$ 264 milhões em financiamentos. Já em 2025, até junho, 913 novos contratos foram celebrados, somando R$ 180,75 milhões, o que mostra a continuidade do ritmo de contratações e a força do programa na cidade.
Além disso, mais de 4 mil famílias foram beneficiadas pelo MCMV-Financiamento, que liberou R$ 861 milhões em crédito habitacional na cidade e na região do Alto Tietê, sendo 45% das moradias subsidiadas para famílias de menor renda, enquadradas nas faixas I e II do programa.
Desde a retomada do programa, em 2023, Mogi das Cruzes contabiliza 324 unidades habitacionais selecionadas e autorizadas para contratação, somando um potencial de investimento de R$ 55 milhões, conforme o Ministério das Cidades.
No segmento de baixa renda, dois empreendimentos estão em construção com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR): o Residencial Vitória 1, com 200 unidades, e o Residencial Vitória 2, com 124 unidades, ambos destinados a famílias enquadradas na Faixa 1 do programa.
Novas faixas
O retorno e a ampliação das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida, em 2023, também abriram espaço para um novo perfil de comprador: famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, que agora podem financiar imóveis de até R$ 500 mil por meio da Faixa 4.
Esse movimento impulsionou lançamentos voltados à classe média, como o Urban Residencial, da construtora Habras, que integra o MCMV nessa nova faixa.
“Nosso público principal é formado por famílias que buscam o primeiro imóvel, mas não abrem mão de localização, lazer e infraestrutura de qualidade”, explicou Marcos Vinicius, sócio-fundador da empresa.
Com unidades avaliadas em média em R$ 403 mil e parcelas em torno de R$ 2,8 mil, o Urban Residencial vem registrando alta procura. Segundo a Habras, a ampliação das faixas do programa e o aumento do teto de financiamento trouxeram ao mercado famílias que antes não se enquadravam nas linhas tradicionais, como o SBPE.
“O retorno do programa trouxe um novo fôlego para o mercado imobiliário de Mogi e de todo o Alto Tietê”, afirmou Marcos.
Perspectivas
A Habras anunciou investimentos de quase R$ 400 milhões em Mogi das Cruzes até 2026, com a previsão de mais de 1,1 mil novas unidades habitacionais. O Urban Residencial é um dos projetos que simbolizam esse novo momento do setor, buscando o crédito facilitado do MCMV junto à qualidade construtiva oferecida pela empresa.
Para Marcos Vinicius, o ambiente atual é resultado de uma combinação de fatores: políticas públicas de incentivo, segurança jurídica e a consolidação de Mogi como um dos principais polos habitacionais do Estado.
“É uma cidade com alta geração de empregos, infraestrutura consolidada e excelente mobilidade. Isso atrai famílias e investidores”, finalizou o sócio-fundador.
No Brasil
No cenário nacional, o Ministério das Cidades aponta que o Minha Casa, Minha Vida vive o maior ciclo de investimentos de sua história. Somente nos últimos três anos, o programa celebrou 1,8 milhão de contratos, e a meta do governo é atingir 3 milhões de novas contratações até 2026, com impacto direto na construção civil e na economia local.