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Mogi das Cruzes, a ‘terra do caqui’, celebra 465 anos de história e tradições

Fundada como povoado em 1560, Mogi das Cruzes foi oficialmente elevada à categoria de vila em 1º de setembro de 1611

Por Ana Lívia Terribille
31/08/2025 18h00, Atualizado há 3 meses

Monumento ao Bandeirante | Foto: Reprodução

Conhecida como a “Terra do Caqui”, Mogi das Cruzes completa 465 anos em 1º de setembro, preservando tradições que remontam ao início de sua fundação e ao cultivo que ajudou a definir sua identidade.

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Localizada a cerca de 50 quilômetros da capital paulista, a cidade situa-se no coração do Alto Tietê, rio que corta o município de leste a oeste, e abriga uma população superior a 450 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mas que tal darmos uma volta no tempo e lembrarmos das raízes históricas de Mogi?

Raízes históricas

Em 1560, a região servia de ponto de descanso para o bandeirante Braz Cubas, durante suas longas caminhadas pelo meio da mata. Localizada às margens do Rio Anhembi – hoje chamado Tietê – a área passou a ser utilizada por outros bandeirantes e rapidamente se tornou um povoado.

Em 1º de setembro de 1611, foi elevada à vila, recebendo o nome de “Villa de Sant’Ana de Mogi Mirim”. Já naquela época, havia uma estrada construída pelo bandeirante Gaspar Vaz, conectando o povoado à cidade de São Paulo e facilitando o transporte de pessoas, riquezas e suprimentos. E foi justamente essa estrada que ajudou a vila a crescer e se tornar a cidade que, 465 anos depois, conhecemos hoje.

Diversidade cultural e o caqui

Agora, vamos falar de um dos símbolos mais conhecidos da cidade: o caqui. Ao longo dos séculos, Mogi das Cruzes se tornou um polo de diversidade cultural, acolhendo colônias de diferentes partes do mundo, com destaque especial para a comunidade japonesa. Essa influência se reflete diretamente na tradição do cultivo do Diospyros kaki, fruta originária da Ásia, muito popular na China e no Japão.

Mas por que o caqui se tornou tão importante por aqui? A combinação da grande produção da fruta, o conhecimento trazido pelos imigrantes japoneses e o clima favorável explicam por que a cidade ganhou o apelido de “terra do caqui”. Vale lembrar que, mais do que uma fruta, ele é parte da identidade cultural e econômica de Mogi.

Pontos turísticos históricos

A cada esquina, é possível notar a arquitetura típica de Mogi, que revela marcos de sua história e cultura. Igrejas, museus, templos e monumentos compõem um roteiro que testemunhou a trajetória da cidade desde 1560, oferecendo a moradores e visitantes um mergulho no passado e na diversidade local. A seguir, uma lista de alguns pontos que são marcos do município:

Catedral de Sant’Ana: localizada no centro da cidade, é um marco religioso e arquitetônico que atravessa gerações;

Pinacoteca de Mogi das Cruzes: cada sala recebe o nome de um artista que contribuiu para a formação artística da cidade. O acervo reúne cerca de 50 obras pertencentes à Prefeitura.

Casarão do Carmo: construção do século XIX, em estilo colonial, feita de taipa de pilão e taipa de mão, que abrigou a família Bourroul.

Theatro Vasques: o espaço foi inaugurado em 1902, como uma casa de espetáculos própria para operetas e teatro de revista. Hoje, conta com peças teatrais e apresentações de dança, cursos e palestras em sobrado centenário.

Parque Centenário: inaugurado em 28 de junho de 2008, o parque celebra os cem anos da imigração japonesa para o Brasil e é um espaço de lazer que une história e memória.

Pico do Urubu: o mirante é um dos pontos mais visitados do município. Nele, os visitantes podem desfrutar de uma vista panorâmica e praticar voo de paraglider ou asa delta.

Tradições religiosas

Mogi das Cruzes preserva também uma forte tradição religiosa, como a Festa do Divino Espírito Santo, realizada anualmente e considerada a mais antiga do país, com potencial para se tornar patrimônio imaterial.

Com ampla participação popular, a festa mantém viva a tradição centenária, transmitida de geração em geração, reunindo milhares de fiéis em manifestações de fé e solidariedade.

Vale ressaltar que a primeira referência à celebração remonta a 1613, registrada em ata da Câmara Municipal, comprovando sua longa trajetória de devoção ao Espírito Santo e consolidando-a como símbolo da identidade religiosa e cultural da cidade.

Celebrações dos 465 anos

O aniversário de 465 anos de Mogi das Cruzes, em 1º de setembro, terá uma programação especial organizada pela Prefeitura, com atividades de esporte, cultura, lazer e serviços para a população, que se estenderá durante todo o mês de setembro. Todas as ações são gratuitas.

A agenda inclui o tradicional Desfile Cívico-Militar, nesta segunda-feira (1º), às 8h30, na Avenida Cívica, no Mogilar, além de apresentações artísticas no Parque Centenário e competições esportivas de basquete, vôlei e futsal. Também haverá exposições, oficinas culturais e ações voltadas ao meio ambiente. Entre os destaques estão a Rua Mais Feliz, com atividades de lazer e serviços, e iniciativas de preservação do patrimônio histórico, como os Roteiros do Patrimônio.

Mogi, suas histórias e sua gente

Após 465 anos, Mogi das Cruzes preserva sua história, valoriza a diversidade cultural e celebra sua população, conciliando patrimônio histórico, turismo e lazer.

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