Moradora de Braz Cubas, em Mogi, reclama de queimadas: ‘Cheiro insuportável de fumaça’
Imagens registradas pela moradora mostram a rua coberta pela fumaça durante a noite; em nota, Prefeitura disse que realiza fiscalizações, mas autuação só é possível em casos de flagrante
30/07/2025 11h15, Atualizado há 10 meses
Fumaça cobriu a rua Lizardo Monteiro Garcia na sexta-feira | Reprodução/Arquivo pessoa/Flávia de Morais
Uma rua coberta pela fumaça durante a noite e o cheiro forte de fumaça. O relato e as imagens são da Flávia de Morais, moradora de Braz Cubas, bairro de Mogi das Cruzes. O vídeo foi gravado na última sexta-feira (25) mas, segundo ela, o problema persiste a meses e vem gerando incomodo para ela e os vizinhos.
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Veja as imagens:
Ao O Diário, Flávia conta que não sabe datar exatamente quando o problema começou, mas que ele persiste há pelo menos seis meses.
“Na sexta-feira (dia em que vídeo foi gravado), [a fumaça] parecia uma neblina, mas com um cheiro insuportável de fumaça. Grande parte dos moradores aqui são idosos. Fico imaginando: se para mim fica difícil respirar, e para eles?”
Durante a apuração do caso para a reportagem, já na segunda-feira (28), Flávia conta que o problema voltou a acontecer mais cedo, por volta das 12h. No segundo relato, ela diz que “estava impossível respirar” quando passou pelo local, voltando da academia.
“Liguei pra Guarda Municipal algumas vezes, mas a resposta é sempre a mesma: se você não souber dizer exatamente onde é o foco, eles dizem que não podem fazer nada. No APP Colab (aplicativo para recebimento de solicitações da prefeitura) é a mesma coisa: não adianta abrir solicitação se você não souber qual endereço colocar. Agora, como que eu vou sair por aí a esmo, no meio da noite, procurando incêndios? Difícil.”
O que diz a prefeitura?
Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que “o combate a ocorrências relacionadas ao fogo é realizado, prioritariamente, pelo Corpo de Bombeiros, que atende pelo telefone 193, e pela Polícia Ambiental”.
Entretanto, a prefeitura destacou que a Defesa Civil orienta os moradores que “em hipótese alguma, coloquem fogo em lixo ou vegetação para limpeza de terrenos”.
“Os moradores também devem cuidar do descarte de materiais que possam iniciar incêndios, como cigarros acesos, por exemplo. O descarte de vidros em locais com vegetação seca também deve ser evitado, uma vez que, com o reflexo do sol pode iniciar um foco de incêndio”, ressalta.
Em relação ao combate à prática, a prefeitura respondeu que a secretaria de Segurança realiza a fiscalização por meio do Departamento de Fiscalização de Posturas e que, de acordo com a lei, a multa pelo flagrante de queimada varia de R$ 10 por metro quadrado de área de mata e de preservação e R$ 1 para as demais áreas, sendo o valor mínimo de R$ 300.
“A autuação, no entanto, somente é possível em casos de flagrante. Por isso, é fundamental a participação da população com denúncias, pelo telefone 153, do Centro de Operações Integradas (COI), para que uma equipe seja deslocada imediatamente para o local”, explica a nota enviada à redação.
“Além do trabalho do Departamento de Fiscalização de Posturas e da Defesa Civil, a Prefeitura de Mogi das Cruzes conta a Patrulha Ambiental, da Guarda Civil Municipal. O grupamento atua junto às áreas de proteção ambiental e de proteção permanente, em ações como orientação, prevenção e combate a ocorrências. A questão das queimadas também faz parte deste trabalho”, conclui.