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Obras do Semae no Jd. Nove de Julho devem ser concluídas em 2026, estima prefeitura

Segundo relatório, 53% das redes coletoras e 43% dos poços de visita já foram instalados; investimento total deve chegar a R$ 12,2 milhões, com recursos do Fehidro

Por O Diário
02/07/2025 10h49, Atualizado há 11 meses

Obras devem ser responsáveis por captar mais de 10 milhões de litros de esgoto por mês quando forem concluídas | Divulgação/PMMC

As obras do Semae Mogi das Cruzes para instalação do sistema de esgotamento sanitário no Jardim Nove de Julho devem ser concluídas em 2026, segundo a prefeitura da cidade. De acordo com o que foi divulgado na última atualização das obras, 53% dos 6.440 metros de rede coletora já foram implantados e a empresa responsável pelos serviços também instalado 43% dos poços de visita, que são pontos de acesso à rede para inspeção e manutenção.

O investimento em todo o sistema será de R$ 12,2 milhões, com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), e a população atendida pela obra será de 1,5 mil pessoas.

Além das redes, a obra no Jardim Nove de Julho contempla a construção de estação elevatória (que faz o bombeamento do esgoto), 511 metros de linha de recalque (tubulação que conduz os efluentes da elevatória até um ponto a partir do qual possa seguir por gravidade até uma unidade de tratamento), 102 poços de visita e 560 ligações domiciliares.

Assim como os sistemas do Parque das Varinhas e do Parque São Martinho, todos na mesma região de Jundiapeba, o complexo do Jardim Nove de Julho será interligado à elevatória do Jardim Santos Dumont III, de onde o esgoto será encaminhado para tratamento na estação da Sabesp, em Suzano. O volume de esgoto captado e coletado será de aproximadamente 10 milhões de litros por mês.

Núcleos isolados

O Jardim Nove de Julho é um dos bairros que integram o projeto de sistemas de esgotamento sanitário em núcleos isolados da malha urbana. O investimento na elaboração de projetos para oito núcleos foi de R$ 5,7 milhões, sendo que a maior parte dos recursos (R$ 4,6 milhões) veio do governo federal.

Trata-se de um trabalho desenvolvido pela autarquia num processo que começou há cerca de dez anos, desde os primeiros levantamentos, passando pela contratação dos projetos e posterior captação de recursos para as obras. Foi assim com o Parque das Varinhas (obra concluída) e Parque São Martinho (em andamento), também com recursos do Fehidro.

Para a Vila Mathias, em Sabaúna, a autarquia captou recursos com a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap) e a licitação já foi concluída. Os demais núcleos que serão atendidos futuramente, após captação de recursos, serão Biritiba-Ussu, Chácara Guanabara, Quatinga e Taiaçupeba.

A Vila Andrade, em Sabaúna, também é um núcleo urbano isolado, mas o bairro já tem sistema de coleta e tratamento de esgoto, inaugurado em 2020.

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