Pedido para Festa do Divino virar patrimônio imaterial do Brasil está no Iphan
Requerimento foi protocolado em Brasília e agora começa o estudo técnico para transformar a festa em patrimônio
15/05/2024 22h38, Atualizado há 23 meses
Festa do Divino | Divulgação
Já está no Iphan (Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional) o estudo preliminar para transformar a Festa do Divino como bem cultural do patrimônio imaterial do Brasil. O pedido oficial foi protocolado ontem, em Brasília, por representantes da Associação Pró-festa do Divino.
Marcelo Braz, presidente da associação, explica que agora começa o estudo técnico pelo Iphan, que vai fazer levantamento e comprovar o relatório apresentado, por um órgão credenciado para referendar o pedido. O estudo preliminar demorou um ano para ser concluído.
Segundo Marcelo, o presidente do Iphan já havia feito uma pesquisa e “elogiou muito a festa”. O pedido oficial foi protocolado pelos advogados Luis Fernando e Patrícia Cesare, que coordenam o projeto. O conselheiro do TCE Marco Bertaiolli acompanhou a visita. “Ele que começou esse processo quando era deputado e conseguiu a verba junto ao Governo Federal para o estudo técnico”, conta.
Bertaiolli, inclusive, postou a visita em suas redes sociais (veja abaixo).
Marcelo explica que o estudo técnico já começa agora. “O Iphan já vai acompanhar a escolha do novo festeiro, já no dia 30 de maio, e fazer ainda o acompanhamento de todo o ciclo.”
No dia 26 de abril foi assinado o requerimento para reconhecer a Festa do Divino como patrimônio imaterial do Brasil. O documento foi assinado pelo presidente da Associação Pró-Festa do Divino e pelo bispo diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini. Abaixo, reveja vídeo que O Diário divulgou do bispo no dia da assinatura.
O que é
Patrimônio material faz referência aos bens materiais e tangíveis de um povo, como museus, bibliotecas, igrejas, monumentos arquitetônicos. Já o patrimônio imaterial é o inatingível. É a riqueza cultural por meio de danças, festas, músicas, saberes e outras manifestações, como a Festa do Divino, que tem mais de quatro séculos de existência.