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Prefeitura negocia retomada das obras na Estação de Tratamento em César de Souza

Segundo a administração municipal, as tratativas com o Consórcio ETE Leste Mogi – responsável pelas intervenções – estão em andamento desde março

Por O Diário
10/06/2025 19h21, Atualizado há 11 meses

As obras de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Leste, em César de Souza, seguem paralisadas desde abril de 2024, mas a Prefeitura de Mogi das Cruzes e o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) negociam a retomada das obras. Segundo a administração municipal, as tratativas com o Consórcio ETE Leste Mogi – responsável pelas intervenções – estão em andamento desde março deste ano, após determinação da prefeita Mara Bertaiolli (PL).

De acordo com o governo municipal, a obra está com 58% dos serviços concluídos, e a paralisação afeta diretamente o tratamento de esgoto de cerca de 130 mil pessoas e causa prejuízo ambiental à cidade.

“A ampliação da ETE começou em 2021 e até o ano passado atingiu cerca de 58% de execução. O consórcio pedia reajuste e reequilíbrio financeiro do contrato, o que era um pleito legal e foi aprovado pelas equipes técnica e jurídica da prefeitura”, explicou o secretário de Obras e Infraestrutura, Nilmar de Cassia Ferreira.

Segundo ele, “a empresa sentiu-se prejudicada, paralisou as obras e recorreu à Justiça. Mas assim que assumiu a administração, a prefeita Mara Bertaiolli determinou que iniciássemos as tratativas com o consórcio. A Procuradoria-Geral do Município conseguiu a suspensão do processo na Justiça por 180 dias, enquanto buscamos uma solução técnica e financeira para o caso”.

A maior parte da engenharia civil já foi executada – como os tanques –, e o que resta envolve a aquisição e instalação de equipamentos importados, como sopradores, bombas e painéis. Esses itens, diz o governo, são fabricados sob medida e não estão disponíveis para pronta-entrega.

O projeto contempla uma série de intervenções a serem implantadas nos principais processos e operações, como um novo tanque de aeração, novos decantadores, sopradores e sistema de tratamento de lodo, o que vai duplicar a capacidade de tratamento da ETE, passando de 230 para 460 litros por segundo.

A previsão inicial era que a obra fosse concluída em 2024, com um investimento total de R$ 35 milhões, financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). Cerca de R$ 20 milhões já foram aplicados até a paralisação. Segundo a prefeitura, os estudos preliminares indicam que os custos finais ultrapassarão os R$ 15 milhões restantes do contrato original.

“O contexto mudou e os custos são mais elevados. São equipamentos específicos, que não estão disponíveis à pronta-entrega, são feitos sob encomenda e sob medida, e a maioria deles é importada”, afirmou Nilmar.

“Vale ressaltar que o consórcio paralisou os trabalhos porque não poderia ficar com o prejuízo financeiro. A negociação está sendo muito bem conduzida. Acreditamos que, em breve, teremos uma definição”, concluiu o secretário.

O Consórcio ETE Leste Mogi é formado pelas empresas Azevedo & Travassos Infraestrutura Ltda. e Infracon Engenharia e Comércio Ltda.

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