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Ex-funcionário da Prefeitura de Mogi das Cruzes fazia parte de ‘núcleo político’ do PCC, diz polícia

Thiago Rocha de Paula foi contratado em 2023 e atuou na gestão do ex-prefeito Caio Cunha; policiais irão investigar quais funções o investigado exerceu e se houve irregularidades enquanto atuou em Mogi

Por Ana Lívia Terribille
28/04/2026 16h26, Atualizado há 2 horas

Thiago Rocha Almeida | Redes Sociais | Reprodução/Redes Sociais

A operação Contaminatio da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes (DISE), prendeu, temporariamente, 6 suspeitos, entre eles, o ex-funcionário da Prefeitura de Mogi, identificado como Thiago Rocha de Paula, que também já atuou como suplente de vereador em Santo André. De acordo com a Prefeitura de Mogi, ele foi contratado durante a gestão do ex-prefeito Caio Cunha (Podemos) e trabalhou no município entre janeiro e agosto de 2023.

Segundo o delegado Fabricio Intelizano, titular da Dise, os policiais vão analisar o material apreendido para verificar quais funções o investigado exerceu e se houve irregularidades durante o período em que atuou em Mogi das Cruzes.

“Aqui em Mogi das Cruzes nós detectamos essa informação de que um dos presos trabalhou aqui na cidade num determinado período. Embora no curso dessa operação não houvesse alvos aqui em Mogi das Cruzes, com base nessas informações e analisando esse conteúdo que nós apreendemos, nós vamos aprofundar a investigação, inclusive em relação a esse período que ele trabalhou aqui na nossa cidade”, disse.

Ainda conforme mencionado pelo delegado, ainda não há detalhes conclusivos sobre a atuação de Thiago no município, e a análise dos materiais apreendidos deve indicar quais contatos ele manteve e qual era o grau de responsabilidade dentro da administração municipal.

“Nós vamos verificar agora quais foram os contatos dele, o que de fato ele executou aqui na cidade, qual era o grau de responsabilidade dele dentro da Prefeitura de Mogi das Cruzes e verificar se de alguma forma isso ficou confinado a ele ou se isso se estendeu a outras pessoas”, finalizou.

Nas redes sociais, o ex-prefeito de Mogi, Caio Cunha (Podemos), afirmou que Thiago foi funcionário por poucos meses e disse ser “leviano associar a imagem de um gestor público a qualquer problema pessoal de um funcionário”. Ele declarou ainda que, caso houvesse suspeita de irregularidade à época, o investigado não teria sido contratado, e negou qualquer vínculo de amizade, familiar ou partidário com Thiago.

Ao todo, a operação resultou na prisão de seis pessoas e no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo e em outros estados. Também foi determinado o bloqueio de bens e ativos que somam R$ 513,6 milhões.

Operação Contaminatio

A Operação Contaminatio investiga a atuação de integrantes de uma organização criminosa que, segundo a polícia, teriam se infiltrado em administrações municipais para lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, os alvos ocupavam cargos em prefeituras de regiões como Baixada Santista, ABC Paulista, Campinas e Ribeirão Preto. Apesar disso, segundo a polícia, nenhum dos investigados possui foro por prerrogativa de função ou exerce atualmente mandato eletivo.

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