Operação do Deic cumpre nove mandados contra bets clandestinas em Mogi das Cruzes e São Paulo
A operação, batizada de Disque 151, resultou de análises de quatro quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, que revelaram 38,5 milhões de contas bancárias envolvidas no golpe
13/10/2026 08h55, Atualizado há 0 horas
Polícia Civil | Divulgação/SSP
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriu três mandados de prisões contra operadores de duas bets clandestinas e outros seis mandados de busca e apreensão no município de Mogi das Cruzes e em São Paulo. A operação, batizada de Disque 151, ocorreu na segunda-feira (12) e resultou de análises de quatro quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, que revelaram 38,5 milhões de contas bancárias envolvidas no golpe.
De acordo com o Deic, os envolvidos são apontados como responsáveis por criar um esquema de jogos online fraudulentos, provocando prejuízos de R$ 10 milhões às vítimas. A Operação Disque, cumpriu três mandados de prisão e seis de busca e apreensão com objetivo de realizar a asfixia financeira do grupo criminoso. A Justiça autorizou bloqueios de bens e valores que podem chegar a R$ 154 milhões.
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As apurações atingem, agora, o centro financeiro do grupo depois da investigação analisar cerca de 38,5 milhões de operações realizadas pelos alvos, considerados pela polícia como beneficiários ocultos do esquema, que movimentou mais de R$ 14 milhões em apenas seis meses.
Ainda segundo a Polícia Civil, os trabalhos até agora revelaram uma estrutura sofisticada de captação dos depósitos das vítimas, por meio de contas-bolsão, sem titularidade definida. O montante reunido diariamente era imediatamente remetido em uma única transação para uma segunda conta-bolsão e novamente pulverizado em contas de pessoas jurídicas e físicas com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
A ação é coordenada por policiais da 3ª Delegacia da DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas) e tem a expectativa de localizar novas vítimas, revelando novos núcleos criminosos.
O nome está relacionado ao disque-denúncia do Procon-SP. O órgão passou a detectar a gravidade das atividades de jogos online e apostas clandestinas devido ao crescente aumento de reclamações de consumidores, principalmente quanto à falta de pagamento de prêmios. O Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) do Ministério Público de São Paulo também participou, filtrando as reclamações com mesmo padrão.