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Postos de saúde de Suzano acolhem casos menos complexos

A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta terça-feira (23) que os 24 postos de saúde da cidade estão acolhendo casos de baixa complexidade, como conjuntivite, sinusite, lombalgia crônica e outros. A medida busca proteger a população de uma possível contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19), ao passo em que deverá reduzir a ida de pessoas ao […]

24 de março de 2021

Reportagem de: O Diário

A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta terça-feira (23) que os 24 postos de saúde da cidade estão acolhendo casos de baixa complexidade, como conjuntivite, sinusite, lombalgia crônica e outros. A medida busca proteger a população de uma possível contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19), ao passo em que deverá reduzir a ida de pessoas ao Pronto-Socorro Municipal (PS), local de referência para tratamento do público com a doença.

Com as novas determinações, o suzanense que precisa de atendimento médico, em caso de baixa complexidade, que são as chamadas fichas verde e azul, devem procurar o posto de saúde mais próximo de sua residência. Por lá, os médicos vão realizar o atendimento e o devido encaminhamento.

O diretor técnico do PS, o médico Walter Gilberto Guinger, que é chamado de baixa complexidade aqueles casos mais crônicos e que não têm relação com Covid-19 ou com síndrome respiratória gripal, como unha encravada, dores no braço e nas pernas, infecção urinária, conjuntivite e sinusite, por exemplo. Ele complementa ao dizer que essas enfermidades são consideradas ‘fichas azul e verde’ dentro de uma unidade de emergência e, por isso, entende-se que há a possibilidade do atendimento no posto de saúde e deixamos o PS voltado aos casos graves, tendo também uma estrutura ao lado exclusiva para sintomas do novo coronavírus.

Ainda segundo a pasta, a iniciativa busca principalmente proteger a população de um possível contágio. O titular da Saúde, Pedro Ishi, disse que cerca de 80% do atendimento hoje no PS é voltado às pessoas diagnosticadas pela Covid-19. Ou seja, o paciente que vai em busca de uma consulta de baixa complexidade no local pode ser exposto ao vírus, seja no transporte público até o local ou mesmo encontrando com as pessoas que ali estão.

O secretário destaca ainda que o objetivo é de que o PS fique referenciado aos casos de urgência e emergência. Ishi detalhou que separa-se a entrada do Pronto-Socorro entre o que é atendimento voltado ao novo coronavírus e o que é urgência e emergência e que nos casos de urgência, o paciente entra pela porta principal ou por meio de ambulância; já quem tem sintomas da Covid-19, a entrada é pela porta ao lado, de forma isolada e separada.

Desta forma, a expectativa é de que a demanda no OS seja reduzida em 20%. Guinger detalhou que o município conta com muitos casos de pessoas que vêm à unidade apenas para troca de receitas, o que normalmente deve acontecer nos postos de saúde e que essa medida vai proteger as pessoas e também diminuir a demanda do local, que teve um aumento de cerca 170% do número de atendimento de casos de síndrome gripal.

O PS tem, em média, 600 atendimentos diários, sendo que cerca de 20% podem ser considerados casos de baixa complexidade, ou seja, que não se enquadram na rede de urgência e emergência nem nos sintomas gripais. O secretário conclui que desde o início da fase mais crítica da pandemia, passamos de 150 atendimentos para mais de 480 por dia. Ele reforça o pedido para que continuem se cuidando, usem máscara e álcool em gel, pratiquem o distanciamento social e, se possível, fiquem em casa.

Telemedicina

O serviço de telemedicina, oferecido pela Prefeitura de Suzano, continua em funcionamento. As consultas virtuais são realizadas por profissionais da rede pública de saúde e destinadas a pessoas com sintomas da Covid-19. A Central de Combate ao Coronavírus atende a população suzanense de forma gratuita por meio do número 0800-484-4001.

As consultas à distância foram implementadas em abril do ano passado, no início da pandemia, com o objetivo de agilizar o atendimento ao público e minimizar os riscos de contaminação dos envolvidos, médicos e pacientes. Ao entrar em contato com a central, o cidadão passa por um processo de triagem, com pedido de informações como CPF e endereço. Em seguida, recebe um SMS com um link que o direciona para a videochamada com um médico.

Durante a consulta, o especialista fornece todo o atendimento adequado ao paciente e avalia a suspeita de contaminação, com orientações de isolamento para condições leves e encaminhamento ao serviço de saúde quando constatado quadro de risco. A telemedicina também realiza acompanhamento dos casos, portanto os cidadãos que estiverem com sintomas receberão mensagens a cada 48 horas para monitoramento de suas condições clínicas enquanto durarem seus períodos de isolamento.

Os profissionais trabalham em sistema de rodízio ao longo do dia, das 8 às 20 horas. Este sistema permite, inclusive, que médicos com mais de 60 anos de idade, que estariam dispensados de atuar de forma presencial durante a pandemia, possam trabalhar de forma segura e eficaz.

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