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Incêndio em prédio em Mogi das Cruzes assusta moradores e deixa condomínio sem energia elétrica

Residentes precisaram ser evacuados neste domingo (14), e ainda não há previsão para a normalização dos serviços. Apesar do susto, ninguém ficou ferido

Por Ana Lívia Terribille
15/12/2025 12h34, Atualizado há 4 meses

Incêndio aconteceu na manhã deste domingo (14) e o prédio precisou ser evacuado | Foto: Arquivo pessoal

Um incêndio atingiu um condomínio localizado na Rua Odilon Afonso, no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, e obrigou os moradores a evacuarem o prédio na manhã deste domingo (14). Por causa da ocorrência, os residentes estão sem energia elétrica, água e gás, e ainda não há previsão para a normalização dos serviços. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o síndico do prédio, Fillipi Dantas, o incêndio começou por volta das 11h40. Inicialmente, ele recebeu uma mensagem de um morador informando que havia fumaça saindo do elevador. O síndico, que também mora no condomínio, foi até o local para verificar a situação.

Segundo Fillipi, ao chegar ao subsolo, foi constatado que o fogo vinha, na verdade, do Centro de Medição (CM) do condomínio. O plano de contingência foi acionado rapidamente para impedir que as chamas se espalhassem para outras áreas do prédio. O incêndio atingiu apenas andares administrativos e não chegou às unidades residenciais.

“Na hora que eu vi as chamas eu peguei o extintor, tentei apagar, mas não apagava, e o fogo estava se propagando muito rápido, e aí eu não consegui mais ficar lá dentro [do CM], acionei o Corpo de Bombeiros e fiz o protocolo de evacuação do condomínio”, contou.

O Corpo de Bombeiros informou que duas viaturas foram enviadas ao local e que o fogo foi extinto. A corporação destacou ainda que não houve vítimas e que a causa do incêndio só poderá ser confirmada após a realização de perícia pela Polícia Científica.

Por conta da ocorrência, toda a parte de energia do prédio foi danificada e ficou destruída, segundo o síndico. Apesar disso, ele afirmou que não houve danos estruturais. Como medida de segurança, os serviços de luz, água e gás foram totalmente desligados.

“A nossa atual situação é de vulnerabilidade. Estamos aguardando o posicionamento da construtora. O prédio é novo, foi inaugurado há um ano e está na garantia, por isso estamos buscando esse amparo com a construtora”, afirmou Fillipi.

Enquanto isso, os moradores precisaram buscar alternativas. Alguns estão em casas de vizinhos e parentes, outros em hotéis, e há ainda quem permaneça no próprio prédio, mesmo sem os serviços básicos.

Relatos de moradores

O representante comercial Milton Junior, de 53 anos, que está há pouco mais de um ano no prédio, contou que estava chegando ao condomínio com os netos quando recebeu uma ligação da esposa, que estava no apartamento com a filha.

“Minha esposa me ligou e falou que a sirene de incêndio estava tocando e pedi para ela descer rápido para fora do prédio”, relatou.

Segundo ele, o Corpo de Bombeiros chegou logo em seguida e entrou pela garagem para identificar a origem da fumaça. “Ao que ficamos sabendo, estava pegando fogo na cabine de força do prédio”, disse.

Milton afirmou que, devido à evacuação, os moradores ficaram desabrigados. “Estamos sem água, luz e gás, ou seja, estamos desabrigados, pois não tem como ficar no apartamento. Eu fui para casa da minha irmã e minha esposa e minha filha foram para um hotel.”

Ele elogiou a atuação dos bombeiros, que classificou como ágil, e cobrou um posicionamento da construtora. “O prédio tem pouco mais de um ano da sua inauguração e é inadmissível ter acontecido isso. Com relação ao prejuízo ainda não sabemos, pois os eletrodomésticos estão desligados devido à falta de energia.”

Outro ponto que preocupa Milton é o impacto pessoal da situação, especialmente com a chegada do Natal e do Ano Novo. “Minha filha mora fora do país, chegou ontem para passar as festas aqui com a gente e teremos que mudar todos os nossos planos.”

“Mas acreditamos que a construtora nos dará todo o suporte de que precisamos neste momento tão difícil, pois são mais de 250 famílias na mesma situação. Eu, por exemplo, não tenho para onde ir, e minha esposa e eu não temos pais vivos. Também não queremos incomodar ninguém, apenas desejamos um lugar para ficar”, completou.

O administrador de empresas Vinicius Alves, de 34 anos, disse que percebeu o incêndio antes mesmo de o alarme disparar. “Antes, na minha residência, tinha estourado a tomada da cozinha e o meu quarto começou a esfumaçar na tomada. Aí foi o momento que o alarme disparou e deu muito medo e pânico.”

Segundo ele, a maior dificuldade foi até a chegada dos bombeiros. “Houve muita explosão, moradores de idade que não conseguiam descer correndo, teve morador que teve que descer no colo de outro morador porque não tinha condições, sendo que é um condomínio de 16 andares.”

Vinicius ressaltou que ainda não há previsão para a normalização dos serviços. “Já tem equipe no local fazendo a manutenção, mas ainda não temos um prazo. A grande maioria dos moradores está fora do prédio.”

Assim como Milton, Vinicius também está preocupado com as festas de fim de ano e como ficará sua programação, já que seria seu primeiro Natal no condomínio.

Ele afirmou ainda que os prejuízos não podem ser calculados por enquanto, sendo necessário aguardar a religação da energia. “O incêndio atingiu três andares do estacionamento. Precisamos esperar para saber o valor dos danos. Quanto ao prejuízo no lar, teremos que aguardar a religação para verificar se os aparelhos foram danificados”, finalizou.

Os moradores aguardam, agora, um posicionamento oficial da construtora responsável pelo empreendimento.

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